Blog · Vida

Visionários de pés-de-barro…

Você já viu um visionário de pés-de-barro? É aquele sujeito que tem ótimas ideias, mas que na hora de executar ele perde o ânimo e desiste. Ou está toda hora mudando de planos, porque, tendo uma ideia, ele se cansa de pensar nela, de tanto remoer, e larga mão partindo para outra e outra ideia assim sucessivamente.

Com pés-de-barro faço alusão ao gigante de pés de barro, aquela lenda bíblica de que Nabucodonosor teria sonhado com um gigante com cabeça de ouro, mas devido aos pés feitos de argila ele logo se desmanchou.

Eu já me deparei com um sujeito que tinha ambições muito maiores do que si próprio. Foi numa iniciante agência digital pela qual passei, três anos atrás.

Blog

Da importância de se manter um diário

Estou lendo, no presente momento em que escrevo, o ótimo “O Ego É Seu Inimigo. Como Dominar Seu Pior Adversário“, de Ryan Holiday. Ao contrário do que se pode pensar, não se trata de um livro de autoajuda simples e banal; o autor se preza de abusar de referências históricas e de filósofos (principalmente estoicos) para defender o seu ponto de vista.

Cada capítulo é interessante e tem a mesma fórmula. O autor começa com uma história da vida real (de sucesso ou fracasso) e desenvolve a influência do ego na situação. Quero evitar spoilers, não só para evitar estragar a sua leitura (que recomendo fortemente), mas também para não fugir do foco deste post, que é outro: a importância de se escrever para se desenvolver as ideias e de se lutar contra o próprio ego.

Num dos capítulos Holiday discorre sobre um oficial do Exército americano da época da Guerra Civil que, independentemente do brilhantismo da sua estratégia militar, praticamente passou para a história como um desconhecido.

Em vez de correr atrás de méritos, prêmios e reconhecimento, ele conteve o ego e dedicou-se exclusivamente ao seu trabalho – que desempenho com incontestável sucesso.

O engraçado que, correndo na leitura, identifiquei como o ego me ludibriou e me fez tropeçar.

Trabalho · Vida

Verdades e ilusões sobre faculdade, “sucesso” e mundo corporativo

Época de vestibulares. E época também das faculdades que vendem sonhos: “garanta seu futuro”, diz a propaganda. “Garanta seu lugar no mercado”, “realize seus sonhos”…

Todas com o mesmo objetivo: fazer com que você acredite que, tendo um diploma, você terá a garantia certo de um grande futuro.

Esse tipo de mentalidade “bacharelesca” é algo enraizado há muito na sociedade brasileira. “Estude, se não você vai virar gari”, diz o ditado. Na literatura você também pode encontrar evidências dessa cultura, como descreveu numa passagem Lima Barreto, quando dois personagens contemplam de longe a biblioteca particular de um leitor voraz: “para que tantos livros, se nem é bacharel?”

Mas nesse artigo não quero tratar sobre essas questões. Mas sim da ideia de que entrar no tal do mundo corporativo tenha se tornado uma espécie de salvação dos nossos dias, a religião dos nossos tempos.

Portfólio · Projetos

Primeiro post – iniciando 2013

Primeiro post de 2013, vamos lá:

  • Sim, o site Neoludo saiu do ar. Explicando rápido: eu não renovei o domínio porque eu não havia comprado ele através do meu nome, mas de uma empresa. Minha intenção seria adquirir um novo, tipo “neoludogames” ou “neoludostudio”. Mas enfim, o mais importante também é que pretendo remodelar o visual dele, abandonado o formato blog para deixar portfólio, e com design responsivo também.
  • Estou desenvolvendo um novo game, como expliquei no fim de 2012. Estou começando ele como mobile (adaptando a jogabilidade dele), mas vou lançar versões de teste por aqui e em fóruns como o Gamebrain. Em outras palavras, seguir como se deve: testando, iterando, mudando, corrigindo… para chegar a um final bacana.
  • Este ano também comecei um hobby: hardware livre com Arduino.
  • E tenho que ir mais depressa, porque estou devagar.