Blog · Web

Caixas de comentários

Caixas de comentários. Elas surgiram com os blogs, e hoje estão espalhadas por toda a internet. O motor que fez o Facebook crescer foi a caixa de comentários, disponível em todo o post na rede e que alimenta discussões que fazem o povo voltar e voltar, gerando visitas para a rede social.

Hoje a seção mais movimentada é a caixa de comentários. As pessoas vão à ela sem mesmo ler a notícia. O importante é opinar… Continue reading “Caixas de comentários”

Blog · Ensaio · Web

A batalha pelo foco

Nunca tivemos tantas opções de trabalhos diferentes, tantas opções para se ganhar dinheiro. E no entanto nunca fomos tão dispersos…

Nunca se exigiu tantas capacidades como hoje em dia. Mas se tivesse que escolher uma como principal, seria foco.

Eu sei que isso parece “bullshitagem” de mundo corporativo. Mas não é. Odeio toda essa “bullshit” de mundo corporativo, de termos em inglês, busca por feedback, stakeholders, core business. Se você é como pode continuar a leitura do texto.

Pois bem: o que quero dizer é que hoje estamos numa constante batalha, meio que como cegos no tiroteio, por lados combatentes querendo nossa atenção. Redes sociais, blogs, aplicativos de celular com suas notificações, games, filmes e séries…

A grande dificuldade no meio disso tudo é se concentrar em uma coisa realmente importante para você e conseguir manter a atenção. É mantendo a atenção que lemos algum livro, criamos alguma coisa (um texto, artesanato, o que for), fazemos algo com produtividade e até o fim.

Atenção virou uma commoditie na era da nova economia. Todos querem a sua atenção: o Facebook, o WhatsApp, o Netflix, o Twitter, a loja Steam, os portais, os blogs. A fim de te manter neles eles fazem de tudo: notificações a toda hora, promoções irresistíveis, novidades instantâneas. Saímos do computador para ir direto para o celular. Do celular para o tablet. Do tablet para Smart TV.

A grande batalha do século 21 será a batalha pela atenção.

 

Crédito da imagem: Designed by kues1 / Freepik

Projetos · Vida

Mais projetos, menos opiniões

Meu blog ficou os últimos 3 anos parado. E em tese não senti necessidade de escrever alguma coisa. Por “alguma coisa” leia-se dar opiniões.

A bem da verdade é de que quando conheci a ferramenta de blog, por volta de 2007, senti que era muito interessante e legal ter um espaço para expor suas opiniões (para seus amigos, colegas de universidade e conhecidos, no contexto daquele ano em que estava no 3º ano da graduação em comunicação social.)

Hoje, com o Facebook, Twitter e Medium, entre outros, não vejo razão para tal.

Às vezes, me ocorre ideias para provocações, opiniões e espaços para o contraditório. Para para demonstrar isso o Facebook me basta. Três ou quatro parágrafos sem imagem, e lá mesmo recebemos, de maneira mais eficiente e com maior repercussão, respostas dos leitores. Estamos certos? Estamos errados? Não sei, o que acha? É por aí! Enfim, não há motivo para todo o espaço de um blog, um mecanismo mais completo e variado, que permite plugins, imagens e vídeos, entre tantos outros. A não ser que se leve isso para o lado profissional, mas eu nunca quis ser problogger.

Projetos…

O lado bom de deixar a palpitaria para esses espaços é que cada vez menos dou trela para ter opiniões ou responder as alheias. A idade nesse aspecto me fez bem – cada vez mais prezo os livros do que reservar um precioso espaço a fazer comentários rasteiros e passageiros sobre qualquer coisa.

Outro ponto de inflexão for ver que o meu post anunciando um projeto de módulo para Magento foi o post que obteve maior número de comentários: 70 até o momento, e contando. O que me deu a senha de que o caminho é este: dedicar o valioso tempo à projetos pessoais, à criatividade em si e de uma maneira geral – desenvolvimento de aplicações, games, ter um e-commerce (por que não?), sistemas etc. etc. -, em vez de me dedicar a bullshitagens de internet.

Talk is cheap, show me the code.

Sem falar da minha falta de paciência para textões. Em 2007 eu a tinha, pois era um jovem de vinte anos, assim como os mesmos jovens da mesma idade ou menos (ou mais, no âmbito da idade mental) tem hoje nos Facebooks da vida. E nessa época realmente damos uma dimensão desproporcional às nossas opiniões.

E por tudo isso eu já passei. Amém.

Créditos da imagem: Copyright: zhaolifang – https://www.vecteezy.com/vector-art/82749-people-with-speech-bubble-vector-background

Opinião · Web

A web da qual sinto falta

Sinto saudades da Web dos sites novos, dos blogs e wikis. A Web, hoje, estranhamente se reduziu a um parque de diversões em que acessamos só uns cinco sites.

Estou para escrever este post há cerca de um mês, inspirado neste texto ótimo do Gizmodo, em que o autor explicita os descaminhos que a Web tomou (se não quiser ler todo o texto comece a partir da parte “De volta para o futuro”). Continue reading “A web da qual sinto falta”

Blog · Games · Opinião

O fim dos “games bobos”?

Costumo ser visitante habitual de sites de games casuais, em especial do ArmorGames (famoso e meu favorito, e que, na minha opinião, tem os melhores jogos), do Kongregate e Miniclip (mais conhecidos). Não necessariamente para jogar – aliás, isso é o que menos estou fazendo por falta de tempo, o que não é desculpa, pois para alguém que deseja viver do desenvolvimento de games e leva isso à sério precisa experimentar e conhecer novos gêneros, experiências e outros. Continue reading “O fim dos “games bobos”?”

Software

Gimp – impressões sobre o editor de imagens n.º 1 do Linux

Andei experimentando o Gimp 2.6 no Ubuntu Linux. Sou bem “noob” nos dois quesitos. Minha praia, afinal, é Photoshop no Windows (e olhe lá…). Mas, como sou entusiasta de software livre – uma das minhas esquisitices -, não resisti em testar.

Aí segue algumas opiniões a respeito do negócio, enquanto tentava bolar um desenho nele (notas de 1 até 3):

  • Interface: é razoavelmente diferente da do Photoshop. As abas ficam um tanto encavaladas no ambiente. Para isso existe o Gimpshop, que oferece um Gimp com cara de Photoshop. No entanto, não consegui rodá-lo no Ubuntu. Enfim, é uma questão de se acostumar. 
  • Ferramentas: senti falta das ferramentas de desenho do PS. Para desenhar um retângulo precisei usar ferramentas de seleção (é assim?!). Também tive dificuldade para lidar com gradientes. 
  • Partes separadas: um plugin de efeito travou. O Ubuntu ofereceu duas alternativas: ou forçar sair (fechar com tudo a janela do plugin) ou esperar o processamento. Ao forçar a saída não perdi o trabalho: apenas a parte referente ao plugin fechou.
  • Filtros / Efeitos: grande quantidade e são muito bons. Ainda não experimentei nem 50%, mas pelo visto supera os do PS.
  • Sistema: muito leve. Dispensa uma super-máquina. No entanto alguns plugins demandam um processamento grande.

Há outras característas boas e outras ruins, ao meu ver. Porém, “malhar” o programa demais é injustiço, visto que se trata de um opensource de uso gratuito. Acredito que se trata de uma boa solução para o caso de alternativas aos programas proprietários.