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Nassim Nicholas Taleb: Um funcionário é basicamente um “cão obediente e domesticado”

Tradução livre de artigo publicado na página do autor no LinkedIn. Também é um trecho do seu mais novo livro. Como leitor e fã dos livros de Taleb resolvi publicar essa versão em português. É um texto provocador, para refletir.

Só um adendo para não-conhecedores do autor: “pele em jogo”, largamente usada no artigo abaixo, é uma expressão que poderia ser traduzida como fazer coisas colocando o “seu” na reta, numa adaptação abrasileirada desse termo.


“Toda organização quer que um certo número de pessoas associadas a ela sejam privadas de certa parcela de sua liberdade. Como você possui essas pessoas? Primeiro, por condicionamento e manipulação psicológica; segundo, ajustando-os para ter alguma ‘pele em jogo’, forçando-os a ter algo significativo a perder se desobedecerem à autoridade. Na máfia as coisas são simples: homens mandados (ou seja, comandados) podem ser mortos se o capo suspeitar de falta de lealdade, com uma estadia transitória no porta-malas de um carro – e uma presença garantida do chefe em seus funerais. Para outras profissões, a ‘pele em jogo’ vem em formas mais sutis. Continue reading “Nassim Nicholas Taleb: Um funcionário é basicamente um “cão obediente e domesticado””

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Da importância de se manter um diário

Estou lendo, no presente momento em que escrevo, o ótimo “O Ego É Seu Inimigo. Como Dominar Seu Pior Adversário“, de Ryan Holiday. Ao contrário do que se pode pensar, não se trata de um livro de autoajuda simples e banal; o autor se preza de abusar de referências históricas e de filósofos (principalmente estoicos) para defender o seu ponto de vista.

Cada capítulo é interessante e tem a mesma fórmula. O autor começa com uma história da vida real (de sucesso ou fracasso) e desenvolve a influência do ego na situação. Quero evitar spoilers, não só para evitar estragar a sua leitura (que recomendo fortemente), mas também para não fugir do foco deste post, que é outro: a importância de se escrever para se desenvolver as ideias e de se lutar contra o próprio ego.

Num dos capítulos Holiday discorre sobre um oficial do Exército americano da época da Guerra Civil que, independentemente do brilhantismo da sua estratégia militar, praticamente passou para a história como um desconhecido.

Em vez de correr atrás de méritos, prêmios e reconhecimento, ele conteve o ego e dedicou-se exclusivamente ao seu trabalho – que desempenho com incontestável sucesso.

O engraçado que, correndo na leitura, identifiquei como o ego me ludibriou e me fez tropeçar. Continue reading “Da importância de se manter um diário”