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Nassim Nicholas Taleb: Um funcionário é basicamente um “cão obediente e domesticado”

Tradução livre de artigo publicado na página do autor no LinkedIn. Também é um trecho do seu mais novo livro. Como leitor e fã dos livros de Taleb resolvi publicar essa versão em português. É um texto provocador, para refletir.

Só um adendo para não-conhecedores do autor: “pele em jogo”, largamente usada no artigo abaixo, é uma expressão que poderia ser traduzida como fazer coisas colocando o “seu” na reta, numa adaptação abrasileirada desse termo.


“Toda organização quer que um certo número de pessoas associadas a ela sejam privadas de certa parcela de sua liberdade. Como você possui essas pessoas? Primeiro, por condicionamento e manipulação psicológica; segundo, ajustando-os para ter alguma ‘pele em jogo’, forçando-os a ter algo significativo a perder se desobedecerem à autoridade. Na máfia as coisas são simples: homens mandados (ou seja, comandados) podem ser mortos se o capo suspeitar de falta de lealdade, com uma estadia transitória no porta-malas de um carro – e uma presença garantida do chefe em seus funerais. Para outras profissões, a ‘pele em jogo’ vem em formas mais sutis. Continue reading “Nassim Nicholas Taleb: Um funcionário é basicamente um “cão obediente e domesticado””

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O mito do planejamento

O problema do Brasil é falta de planejamento. O brasileiro não planeja. Para montar um negócio de sucesso é preciso planejamento. Se tivesse planejado antes… Quem nunca ouviu que tudo é uma questão de planejamento?

A primeira vez que fui dar uma real importância ao planejamento – mas com base, e não simplesmente vindo da boca para fora de alguém -, foi em 2015, durante um evento no Sebrae.

O tal evento reunia pessoas que estavam interessadas ou já tinham um e-commerce. Eu estava começando a Vórtice Internet. Achei que indo lá poderia ter alguma chance de trocar uma figurinha, apresentar meu trabalho, obter contatos. Daí o apresentador do evento deu uma palestrinha de cerca de uma hora e meia.

O palestrante, muito interessante, falou sobre planejamento. Falou de suas experiências profissionais a respeito disso. De se analisar o mercado e concorrentes. Comparou o japonês, o americano e o brasileiro, que o brasileiro não planeja, como se deve planejar um negócio e porque isso é importante.

Achei bastante relevante, e saí plenamente convencido. Até certo ponto, pelo menos, eu acho…

Dali em diante fiquei encucado com a importância de se planejar. De se por tudo no papel antes de fazer alguma coisa. De prever custos, riscos, ver concorrência.

Qualquer ideia que eu tinha lá ia eu para o Excel botar tudo. Qualquer sitezinho eu levantava as informações, custos, o que precisaria. E confesso: esse tipo de mentalidade ajuda.

Mas com o tempo percebi que isso não é tudo. Que não garante (quase) nada, e que inclusive pode servir como um bloqueio mental e desmotivador.

Explico. Continue reading “O mito do planejamento”