Blog · Ensaio

Me engana que eu quero: fake news e nossa propensão a acreditar em mentiras

Fake news, religiões, traumas e amnésias.

Em As Aventuras de Pi nós acompanhamos toda a narrativa de um homem que perdeu a família durante uma viagem num navio quando ele era jovem.

Ele conta a história de maneira alegórica: os adultos são retratados como os animais do zoológico que estava sendo transferido. O embate entre o menino Pi e o tigre não existiu de fato. Ele adotou essa narrativa pois era um jeito de se lidar de maneira mais confortável com a dor da perda e da violência que ele assistiu.

Tecnologia · Web

Essas favelas virtuais chamadas redes sociais

Nas favelas, vemos gangues brigando, disputando territórios. Ou simples bate-bocas para ver quem tem razão. Nas redes sociais também.

De vez em quando ocorrem linchamentos perpetrados por moradores. É sabido que ocorrem justiçamentos feitos com as próprias mãos, onde o Estado não chega. Nas redes sociais, ou através delas, temos linchamentos também.

Sem falar que as donas de casa, desocupadas, matam o tempo conversando com as vizinhas sobre TV e novelas. E nas redes sociais há isso também.

Livros · Web

Blogueiros que se tornaram (bons) escritores

Aconteceu de, recentemente, eu ler dois autores que, apesar das diferenças de temáticas dos seus livros, têm coisas em comum: são autores jovens, jovens, escreveram livros bem escritos e, principalmente, são “bichos” surgidos da internet. Blogueiros, enfim. São eles Ryan Holiday e Mark Manson.

Embora talvez ainda não seja uma constante, é cada vez mais comum autores começarem na internet da mesma maneira que muitos autores de antigamente começavam na grande imprensa, escrevendo crônicas ou artigos. Até porque a internet de hoje é a mídia impressa de ontem.

Abaixo listo alguns autores de livros que são figuras surgidas da internet, que começaram basicamente escrevendo em blogs – seja em blogs de grandes portais ou autônomos. Li os quatro e deixo uma breve descrição e opinião sobre eles. No fim do artigo deixo links de livros dos autores caso haja interesse.

Blog

Saímos da televisão e vamos para a internet falar sobre televisão

O brasileiro é mesmo um povo a ser estudado.

Olhando no Google Trends relativo ao ano de 2017 é possível aferir que o que mais se busca na internet brasileira é… informação sobre televisão. E principalmente aberta.

O Trends é um serviço gratuito do buscador voltado a informar quais são os termos mais buscados na atualidade, entre outros.

Impossível para mim não lembrar de Diogo Mainardi numa de suas colunas: o brasileiro assiste cada vez menos TV e usa mais internet. E qual o assunto da internet? A TV.

Blog · Brasil · Opinião

“E aí??? Você é de direita ou é de esquerda!?” Examinando o mito da “polarização” nas redes sociais

Ontem eu estava assistindo ao Roda Viva com Hélio de la Peña. Eu quase nem ligo mais a TV, mas descobri que iria ter a entrevista durante o comercial e, como fã do grupo Casseta, fiquei para ver a entrevista.

O programa começou com o Augusto Nunes (Veja, Jovem Pan) fazendo uma pergunta sobre como se deu a mudança de carreira de Hélio, que fazia faculdade de engenharia antes de se tornar humorista. Foi uma pergunta interessante.

Depois vieram duas perguntas, uma vinda de uma jornalista do Estadão e outra de um do Valor Econômico. Ambas giraram em torno do mesmo assunto: racismo.

Eu, que não via o pessoal do Casseta & Planeta fazia tempos, fiquei frustrado com o rumo que o programa parecia estar tomando. Parecia que ali não estava um artista com mais de 30 anos de TV, mas um militante de movimento social cujo objetivo dos jornalistas era tentar “espremer” e denunciar o tripé machismo-racismo-homofobia no mundo. Vendo que o programa se tornaria uma grande timeline de Facebook, desliguei a TV.

Brasil · Web

A internet tá chata

Você vai à caça de notícias ou de um blog bacana. E logo pipocam as caixas pedindo para enviar notificações. Não, não e não. Ou então um paywall: assine nosso jornal, só R$ 1,99 por mês, jornalismo de qualidade. Clica no X para fechar.

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Trocentos banners de propaganda enquanto se rola o texto. É preciso: O AdSense paga pouco. Volume é necessário.

Blog · Projetos · Trabalho · Vida

Era uma vez a Vórtice Internet…

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Vão-se os clientes, ficam-se os cartões…

Aliás, ficaram muitos cartões. Com certeza mais de 900 cartões, do milheiro que encomendei, há mais de dois anos. Mais precisamente, maio de 2015.

Vórtice Internet…

Tudo começou meio que de repente. No solavanco. Tinha passado por uma experiência desagradável numa “agência digital”. Era uma mentira. Fui, ingenuamente, trabalhar nela e só descobri pressão absurda, desconfiança obsessiva, desonestidade, mentiras. Fiquei doente. Fiquei só o período de experiência. E me mandei, a fim de me salvar.

Daí, naquele ínterim, entre fins de maio e início de junho, lancei mão de uma MEI. Ou micro-empreendedor individual. Sonho antigo, esse, de próprio negócio. Também, naquela ocasião, foi meio por necessidade. Não via perspectiva de voltar a trabalhar em agência novamente, depois daquela experiência.

Minha ideia inicial era montar uma série de sites, começando por uma velha proposta: a de montar uma espécie de catálogo/site de busca e recomendação voltada para indexar lojas virtuais de vestuário e cosméticos. Tipo sites Buscapé e Zoom. Era o segmento que predominava no e-commerce brasileiro, em termos de volume de vendas e eu queria fazer algo muito parecido com o ShopStyle. O nome: Vórtice Internet.

Daí, mal influenciado por amigo designer, eu acabei transformando ela em agência digital… Me rendi ao caminho mais fácil de ir fazendo os sites estilo freelance. E lá vamos nós no esquema WordPress em sites institucionais, ganhando alguma coisa e torrando minha poupança dos tempos de funcionário durante um ano e meio.

Fiz lá uns três sites em WordPress, migração de site e outras bobagenzinhas. E-commerce sempre foi o desejado, devido aos valores, mas clientes “namoravam” a ideia e “rompiam o namoro” quando viam os orçamentos – que nem eram tão altos assim. Faltou empenho em fazer o negócio crescer, é verdade. Mas isso em grande parte devido a problemas de saúde que me acompanharam no período e desinteresse no modelo de negócio. Não, não ponho a culpa na situação do País, embora tenha me deparado com ela, vendo clientes sofrerem com perdas de projetos e de clientes.

E o fim…

Por fim, voltei para a “Matrix”, em fins de 2016, trabalhando numa agência em que ficaria só um mês (devido a problemas parecidos com que convivi na empresa anterior) para logo em seguida recomeçar em outro lugar bem melhor de se trabalhar.

E não se voltou mais a falar em Vórtice Internet. Sobrou pouca coisa. Nem site sobrou, o logo também perdi. O domínio eu renovei por mais um ano só para preservar.

Mas numa caixa de papelão dentro do armário ainda ficaram-se os cartões.

Opinião

O lado bom das redes sociais

Lixo na lixeira
Lugar de lixo é na lixeira.

Quando alguém quer depreciar a internet o indivíduo se utiliza, muitas das vezes, das redes sociais como exemplo. Sites como Orkut, Facebook, YouTube – há quem considere-a uma rede social -, e Twitter (sendo este último mais um microblogging do que rede social), um antro de futilidade, de perda de tempo.

Porém, as pessoas sempre pegam mais os lados negativos do que os positivos. Não há dúvidas que há muita bobagem na internet, o que, aliás, lança a questão: o que pode ser considerado fútil? Um blog em que um adolescente fala de sua vida pessoal? Sim, isto pode ser fútil de fato, assim como não ser, uma vez que o ato de escrever treina a criatividade e o raciocínio…

Bancando o advogado de defesa, este meu post pretende mostrar o “lado bom” desses sites chamados de “redes sociais”. A seguir:

  • Orkut/Facebook – além do chamado networking, é possível usar os fóruns (ou comunidades, no caso) para aprendizado e troca de informações. Além disso, existem redes específicas para divulgação de currículo – é o caso do LinkedIn.
  • Flickr – para quem não manja muito (ou não gosta) de blogs este site de fotos é uma boa para quebrar o galho e abrigar portfólio de designers e fotógrafos.
  • Twitter – excelente para divulgação de novidades. Como há o limite de 140 caracteres e é fácil obter uma razoável popularidade, o serviço de microblogging é útil quando queremos compartilhar links de sites e dicas.
  • Blogger/Wordpress – blogs grátis também são uma boa para divulgar novidades e exibir portfólio. É claro que dá para fazer muito mais com alguma criatividade, como gente que, buscando uma vaga de trabalho, lança mão de um blog para mostrar sua personalidade e conhecimento.

Enfim, não dá para ver só o lado obscuro da internet. Os sites estão aí para você fazer uso deles da maneira como você achar melhor. O excesso de inutilidade encontrado é fruto da liberdade que só a Web disponibiliza. É uma questão de se separar o joio do trigo.