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Nassim Nicholas Taleb: Um funcionário é basicamente um “cão obediente e domesticado”

Tradução livre de artigo publicado na página do autor no LinkedIn. Também é um trecho do seu mais novo livro. Como leitor e fã dos livros de Taleb resolvi publicar essa versão em português. É um texto provocador, para refletir.

Só um adendo para não-conhecedores do autor: “pele em jogo”, largamente usada no artigo abaixo, é uma expressão que poderia ser traduzida como fazer coisas colocando o “seu” na reta, numa adaptação abrasileirada desse termo.


“Toda organização quer que um certo número de pessoas associadas a ela sejam privadas de certa parcela de sua liberdade. Como você possui essas pessoas? Primeiro, por condicionamento e manipulação psicológica; segundo, ajustando-os para ter alguma ‘pele em jogo’, forçando-os a ter algo significativo a perder se desobedecerem à autoridade. Na máfia as coisas são simples: homens mandados (ou seja, comandados) podem ser mortos se o capo suspeitar de falta de lealdade, com uma estadia transitória no porta-malas de um carro – e uma presença garantida do chefe em seus funerais. Para outras profissões, a ‘pele em jogo’ vem em formas mais sutis. Continue reading “Nassim Nicholas Taleb: Um funcionário é basicamente um “cão obediente e domesticado””

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Sim, é possível viver de games

Numa thread no Reddit um desenvolvedor de games comenta sobre a experiência de ter se dedicado a criar um game mobile durante 2 anos e que ainda não deu grande retorno financeiro. O game está na casa do 150 downloads.

Realmente, mesmo quem já trabalhou com desenvolvimento (mesmo em outra área, como Web) ou é designer já deve ter vislumbrado de entrar no mercado de games. Manias como Pokemon Go e eventos como o BGS aqui no Brasil vira e mexe nos relembram desse mercado.

Porém, nos deixamos impressionar com games que se tornam hits. A verdade do fato é que milhares de jogos são lançados todo ano, em diversas plataformas – Steam, Play Store, etc. Não é tão fácil lançar um game que logo de cara vende milhões (a verdade é que isso é quase como ganhar na loteria…)

Lançar o seu jogo, depois de tanto tempo de trabalho e não lograr êxito pode ser desanimador. A vontade de desistir logo bate à porta. Tudo parecia só uma ilusão. Como assim? Em Indie Game: The Movie parecia tão fácil!…

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Negócios · Tecnologia

Vale a pena ter uma impressora 3D?

As impressoras 3D estão cada vez mais acessíveis ao brasileiro médio, na medida em que surgem fabricantes de variados modelos com preços competitivos.

Recentemente comprei uma Stella 2. Tomei coragem, um ano após ter feito um workshop sobre o tema no Garagem Fab Lab. Minhas primeiras incursões em modelagem 3D no computador datam de 2004, quando estudei o Blender. Continue reading “Vale a pena ter uma impressora 3D?”

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O mito do brasileiro ser um povo empreendedor

O brasileiro é um povo empreendedor. Você já deve ter ouvido falar isso alguma vez em algum lugar. Empreendedorismo cresce no Brasil.

Ou lido a respeito. “O Brasil é um dos países que mais abrem empresas no mundo”, ou coisas do tipo.

A bem da verdade é que isso não é verdade. O Brasil não é um país empreendedor. Empreendedor aqui no sentido stricto sensu do termo, de se começar um negócio com uma proposta inovadora, e não simplesmente começar um negócio. Continue reading “O mito do brasileiro ser um povo empreendedor”

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Air Surfer, o game mobile que fiz – e nem publiquei

Sim, ano passado dediquei uns três meses (ou seriam quatro ou cinco? Nem lembro…) da minha vida ao desenvolvimento de um game para smartphones, mais precisamente para a plataforma Android.

Eram as vacas magras da Vórtice Internet e eu ficava muito tempo em casa, devido a problemas de saúde que também me atrapalhavam. E eu tinha estudado um monte de coisas sobre desenvolvimento de games e já tinha lido um bocado a respeito – Unity, 3dsmax, Blender, Flash… Não tinha saído de protótipos e rascunhos ainda, com a nada honrosa exceção de um game em Flash publicado no Kongregate, lá por volta de 2012.

Daí, não sei como e motivado por esse desejo de fazer alguma coisa, meio que buscando uma redenção, comecei um projeto no Unity. Destinado à mobile, pois entenderia que seria mais prático de se fazer e barato de produzir.

Vou relatar aqui um pouco do que aprendi e minha vivência fazendo ele. Continue reading “Air Surfer, o game mobile que fiz – e nem publiquei”

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Era uma vez a Vórtice Internet…

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Vão-se os clientes, ficam-se os cartões…

Aliás, ficaram muitos cartões. Com certeza mais de 900 cartões, do milheiro que encomendei, há mais de dois anos. Mais precisamente, maio de 2015.

Vórtice Internet…

Tudo começou meio que de repente. No solavanco. Tinha passado por uma experiência desagradável numa “agência digital”. Era uma mentira. Fui, ingenuamente, trabalhar nela e só descobri pressão absurda, desconfiança obsessiva, desonestidade, mentiras. Fiquei doente. Fiquei só o período de experiência. E me mandei, a fim de me salvar.

Daí, naquele ínterim, entre fins de maio e início de junho, lancei mão de uma MEI. Ou micro-empreendedor individual. Sonho antigo, esse, de próprio negócio. Também, naquela ocasião, foi meio por necessidade. Não via perspectiva de voltar a trabalhar em agência novamente, depois daquela experiência.

Minha ideia inicial era montar uma série de sites, começando por uma velha proposta: a de montar uma espécie de catálogo/site de busca e recomendação voltada para indexar lojas virtuais de vestuário e cosméticos. Tipo sites Buscapé e Zoom. Era o segmento que predominava no e-commerce brasileiro, em termos de volume de vendas e eu queria fazer algo muito parecido com o ShopStyle. O nome: Vórtice Internet.

Daí, mal influenciado por amigo designer, eu acabei transformando ela em agência digital… Me rendi ao caminho mais fácil de ir fazendo os sites estilo freelance. E lá vamos nós no esquema WordPress em sites institucionais, ganhando alguma coisa e torrando minha poupança dos tempos de funcionário durante um ano e meio.

Fiz lá uns três sites em WordPress, migração de site e outras bobagenzinhas. E-commerce sempre foi o desejado, devido aos valores, mas clientes “namoravam” a ideia e “rompiam o namoro” quando viam os orçamentos – que nem eram tão altos assim. Faltou empenho em fazer o negócio crescer, é verdade. Mas isso em grande parte devido a problemas de saúde que me acompanharam no período e desinteresse no modelo de negócio. Não, não ponho a culpa na situação do País, embora tenha me deparado com ela, vendo clientes sofrerem com perdas de projetos e de clientes.

E o fim…

Por fim, voltei para a “Matrix”, em fins de 2016, trabalhando numa agência em que ficaria só um mês (devido a problemas parecidos com que convivi na empresa anterior) para logo em seguida recomeçar em outro lugar bem melhor de se trabalhar.

E não se voltou mais a falar em Vórtice Internet. Sobrou pouca coisa. Nem site sobrou, o logo também perdi. O domínio eu renovei por mais um ano só para preservar.

Mas numa caixa de papelão dentro do armário ainda ficaram-se os cartões.