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O mito do brasileiro ser um povo empreendedor

O brasileiro é um povo empreendedor. Você já deve ter ouvido falar isso alguma vez em algum lugar. Empreendedorismo cresce no Brasil.

Ou lido a respeito. “O Brasil é um dos países que mais abrem empresas no mundo”, ou coisas do tipo.

A bem da verdade é que isso não é verdade. O Brasil não é um país empreendedor. Empreendedor aqui no sentido stricto sensu do termo, de se começar um negócio com uma proposta inovadora, e não simplesmente começar um negócio.

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A ilusão brasileira de se tornar um jogador de futebol rico

Uma das formas consagradas de ascensão social no Brasil, além de ser cantor sertanejo, ex-BBB e “modelo e atriz”, é a de ser jogador de futebol.

Antes um sonho relegado às classes mais baixas, que viam num possível futebolista a chance de sair da pobreza e também não precisar mais trabalhar, tendo o craque como arrimo de família, esse, vamos dizer assim, “sonho” passou também a estar presente nas famílias de classe média, tradicionalmente mais identificadas com um sonho de emprego no mundo corporativo (que traria, junto ao dinheiro, um suposto “status”).

Entendo que essa aceitação da ideia de ter um filho jogador de futebol na classe média se deu a partir do surgimento de nomes como Kaká, vindo de família bem-estabelecida (o pai sendo engenheiro civil) e pelas cifras envolvendo o mundo da bola, cada vez mais crescentes. Ser jogador deixou de ser vista tão-somente como uma profissão para pessoas tidas como desqualificadas, vindas de famílias desestruturadas e que viam na bola um prato de comida. O boleiro virou atleta.

Mas meu ponto aqui não é fazer sociologia de botequim mas sim me ater aos fatos. Quero discorrer um pouco sobre essa ilusão que muitos acham que é fácil se tornar um jogador bem-sucedido, que ganhará milhões de euros e terá vários carros na garagem.

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A internet tá chata

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O Estado-sol brasileiro

Em outubro último entrou em vigor no Brasil o horário de verão, como entra anualmente. Com a medida que manipula os nossos relógios o governo pretende economizar alguns milhões – em 2017 ele conseguiu R$ 162 milhões com a medida.

R$ 162 milhões equivalem a quase 3 Geddéis. Ou 290 Dilmas a menos se metendo no sistema energético. Ou quase um juiz Lalau, ou um mensalão.

Para economizar esses R$ 162 milhões, o governo se arroga o direito de manipular o tempo, ignorando todas as consequências: mudar os relógios assim altera o ritmo circadiano do nosso corpo. Foi constatado nos EUA que, logo no início do horário de verão, essa falta de adaptação gera um aumento nos casos de acidentes automobilísticos de até 17%.