Brasil · Livros

5 livros para entender por que o Brasil está na merda em que está

Sim, o Brasil está na merda total. Não é novidade para ninguém.

Mas, mais do que ficar reclamando, é preciso saber como chegamos até aqui, e como é possível sair desse buraco.

Para isso, como usuário de internet há mais de dez anos, recomendo logo de princípio: esqueça os blogs, as páginas de Facebook e demais redes sociais. No geral, são antros de desinformação e fanatismo. E isso não vai ajudar: precisamos de mais luz e menos calor.

O jeito é ler. E felizmente, de uns anos para cá, surgiu uma nova leva de autores, que pensam fora da caixa – sim, a tradicional caixa, a “Matrix” esquerdista da academia e jornalismo tupiniquins. Aqui nessa postagem vou listar alguns livros que li nos últimos anos, que ajudam a entender os problemas atuais e ver que, apesar de tudo, muitos problemas têm solução. Vamos lá, então:

Brasil

A meritocracia na terra do homem cordial

É muito provável que o leitor já tenha se deparado com o termo “meritocracia”. Ele ganhou realce inicialmente pela boca de liberais, e depois por militaristas e também se faz presente em alguma medida no tal “mundo corporativo”. Significaria, em interpretação livre, “poder do mérito”. Ou seja, a sua posição deveria advir do seu esforço individual, e tão somente disto.

A defesa dessa ideia ganhou corpo nos últimos anos, como reação às iniciativas governamentais e de ideólogos de se procurar fazer algum tipo de “engenharia social”, como altas tributações para compensar as tais “desigualdades sociais” e cotas nas universidades, entre outras.

Eu não vou entrar no âmbito político dessa ideia, pois o Fla vs. Flu, apesar de divertido, é pobre. Vou me ater apenas a entender o que poderia ser a meritocracia na Terra brasilis.

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Sobre o medo brasileiro de perder o emprego…

Uma pesquisa apontou que um dos maiores medos do brasileiro é o de ficar desempregado. Uma outra pesquisa apontou que a dependência financeira ou de alguém é um dos maiores temores, também.

Esse medo do brasileiro com relação ao desemprego surge devido ao fato de que se obter um emprego no Brasil é algo muito difícil. Daí, junto a questão da falta de renda, somando a questão de instabilidade econômica (única constante no Brasil), há o desespero de se chegar na merda total.

No momento em que escrevo estou tratando de um país com mais de 13 milhões de desempregados (número oficial – o real é bem maior), e mais de 60 milhões de inadimplentes – pessoas que de um mês para o outro não conseguem pagar suas contas mais básicas: luz, aluguel, etc.

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Mate o velho Brasil que existe dentro de você

Mais um ano eleitoral aqui no Brasil e vemos o brasileiro esperar, novamente, pela figura do “salvador da pátria”.

É aquele cara que, uma vez no cargo da presidência do País, irá resolver todos os problemas. Como num toque de mágica – feito pela caneta presidencial, no lugar de uma varinha de condão.

Esse tipo de pensamento é cultural no brasileiro e é chamado de sebastianismo. A gente também vê a influência dessa ideia, desse imediatismo, nos pedidos de intervenção militar (como no caso da greve dos caminhoneiros), por exemplo.

Blog · Brasil

Escravidão voluntária

Boa parte do subdesenvolvimento do Brasil advém da falta de capacidade do brasileiro de vislumbrar alternativas fora do Estado.

Quando o assunto gira em torno do fato do Brasil ser ferrado, vira e mexe alguém já dá a cartada: “ah, o Brasil é atrasado porque nossos políticos são ladrões”. Ou quando ocorre algum problema (ex.: desemprego) a “solução” apresentada é sempre algo do tipo: “ah, o governo tem que fazer alguma coisa”.

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O mito do brasileiro ser um povo empreendedor

O brasileiro é um povo empreendedor. Você já deve ter ouvido falar isso alguma vez em algum lugar. Empreendedorismo cresce no Brasil.

Ou lido a respeito. “O Brasil é um dos países que mais abrem empresas no mundo”, ou coisas do tipo.

A bem da verdade é que isso não é verdade. O Brasil não é um país empreendedor. Empreendedor aqui no sentido stricto sensu do termo, de se começar um negócio com uma proposta inovadora, e não simplesmente começar um negócio.

Blog · Brasil

A ilusão brasileira de se tornar um jogador de futebol rico

Uma das formas consagradas de ascensão social no Brasil, além de ser cantor sertanejo, ex-BBB e “modelo e atriz”, é a de ser jogador de futebol.

Antes um sonho relegado às classes mais baixas, que viam num possível futebolista a chance de sair da pobreza e também não precisar mais trabalhar, tendo o craque como arrimo de família, esse, vamos dizer assim, “sonho” passou também a estar presente nas famílias de classe média, tradicionalmente mais identificadas com um sonho de emprego no mundo corporativo (que traria, junto ao dinheiro, um suposto “status”).

Entendo que essa aceitação da ideia de ter um filho jogador de futebol na classe média se deu a partir do surgimento de nomes como Kaká, vindo de família bem-estabelecida (o pai sendo engenheiro civil) e pelas cifras envolvendo o mundo da bola, cada vez mais crescentes. Ser jogador deixou de ser vista tão-somente como uma profissão para pessoas tidas como desqualificadas, vindas de famílias desestruturadas e que viam na bola um prato de comida. O boleiro virou atleta.

Mas meu ponto aqui não é fazer sociologia de botequim mas sim me ater aos fatos. Quero discorrer um pouco sobre essa ilusão que muitos acham que é fácil se tornar um jogador bem-sucedido, que ganhará milhões de euros e terá vários carros na garagem.

Brasil · Web

A internet tá chata

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