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O paulistano é maluco das ideias?

O paulistano está maluco das ideias? Sem noção, mesmo?

Você já ouviu falar em judô para cachorros? Ou pós-carnaval? Ou ainda em pós-pós-carnaval?

Me surpreendi hoje. Um usuário no Twitter comentou sobre aula de judô para cachorros, numa “padaria pet” de São Paulo.

Fico pensando o que levaria alguém a botar o cachorro de estimação no judô…

Lá na minha terra isso seria motivo de piada. Mas em se tratando de São Paulo – onde vivo há mais de 4 anos -, não é. Aliás, pelo contrário: aqui é aceitável, “normal”. Como fazer mais de três semanas de Carnaval, com 491 blocos de rua… Uma semana antes do Carnaval é o “pré-carnaval” paulistano. O sábado seguinte ao Carnaval é o “pós-carnaval”.

Mas acho que por aqui até existe um “pós-pós-carnaval”: vi relatos no Twitter de que havia um bloco na rua duas semanas após o feriado de Carnaval (!).

Pós-pós-Carnaval
O tal do “pós-pós-carnaval”. A prefeitura havia “limitado” o Carnaval, do dia 2 ao dia 18 de fevereiro.

Lembro de um lugar que trabalhei em que um colega tinha uma garrafa PET de três litros, vazia, e que ele usava para encher e beber exatamente os 3L ao longo do dia. Para que tanta exatidão? Antes disso ele havia nutrido uma estranha obsessão por cubo mágico.

Pior: uma colega obcecada com a saúde almoçava sempre na mesma hora e minutos exatos – nem um minuto a mais ou a menos. Comia sempre a mesma medida de alimentos (que carregava num pote de micro-ondas, sempre igual). Quando tinha almoço de confraternização do time ou despedida de colega ela também não ia, justamente para não perder a medida (da hora e da refeição).

Para que tudo isso?!

Que mal faria uma vez na vida comer um pouco atrasado e fazendo uma refeição diferente? Ou beber menos água? Confesso que tipos como esse só vi por aqui.

(Se bem que tem até site paulistano ensinando a comer fezes. Melhor não criticar muito.)

Do carro ao carrinho de bebês…

Voltando ao pet – não ao PET da garrafa daquele colega, mas sim referente aos animais. Uma antiga loja de carros aqui perto de casa virou um pet shop.

Dobrando a esquina, vi adentrando esse pet shop um casal empurrando um carrinho de bebês… com um yorkshire terrier nele.

Isso já faz algum tempo, mas admito que até hoje não consegui superar a situação bizarra. Aquela cena me fez perder a esperança na humanidade, além de um desejo súbito de pegar o primeiro ônibus no Tietê e ir para o lugar mais longe dali existente. Às vezes até hoje a imagem me invade a mente quando dobro aquela esquina e olho para a garagem do tal pet shop.

Fico imaginando o que mais pode vir a surgir desse pessoal ruim da caçuleta. Padaria fornecendo alimentação ultra-balanceada para cachorros? Carros (à gasolina, mesmo) para cachorros? Carnaval para cachorros, com seus respectivos donos empurrando os carros alegóricos?

Socorro!


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