Dicas & Tutoriais

Usando a mesa gráfica Wacom no Blender

Há uns três meses eu comprei uma mesa gráfica Wacom (modelo Bamboo Connect) e não poderia estar mais satisfeito: se antes eu sofria com as dores e limitações do mouse, tudo isso foi embora com o uso da mesa digitalizadora.

No entanto, ninguém é perfeito. Alguns softwares “empacam” com a mesa, não reconhecendo os cliques, como é o caso do programa TexturePacker (em que tenho que usar o mouse ou o botão do touchpad para os cliques – note que estou me referindo à versão Windows, não testei em outros sistemas). Continue reading “Usando a mesa gráfica Wacom no Blender”

Dicas & Tutoriais · Game design · Software

Usando o Inkscape como Level Editor

No post sobre o meu projeto de jogo atual eu mencionei que iria deixar de lado o Level Editor in-game para usar uma forma mais ágil de criar as fases do jogo. A solução então que já tinha na cabeça foi a de adotar o Inkscape para isso.

Não poderia ter sido mais feliz. Com o Inkscape, além de tornar a edição dos níveis mais robusta, fácil e agradável, o esquema da programação se tornou extremamente simples, ao contrário do complicado e limitado (em boa parte pelo tamanho da janela do game em Flash) editor in-game. Continue reading “Usando o Inkscape como Level Editor”

Blog · Games · Opinião

O fim dos “games bobos”?

Costumo ser visitante habitual de sites de games casuais, em especial do ArmorGames (famoso e meu favorito, e que, na minha opinião, tem os melhores jogos), do Kongregate e Miniclip (mais conhecidos). Não necessariamente para jogar – aliás, isso é o que menos estou fazendo por falta de tempo, o que não é desculpa, pois para alguém que deseja viver do desenvolvimento de games e leva isso à sério precisa experimentar e conhecer novos gêneros, experiências e outros. Continue reading “O fim dos “games bobos”?”

Blog · Games · Projetos

Sobre o “Pollus”, um jogo de ação casual que estou desenvolvendo

Bem, na realidade gostaria de falar sobre o projeto que estou tocando, o jogo de codinome “Pollus”.

Sobre o nome: na realidade esse nome bobo provavelmente será o definitivo, pelo fato de querer um nome que não significasse outra coisa (ou seja, fosse único) e de fácil pronúncia e lembrança por aí. Sei lá, talvez dê na cabeça de lançar uma enquete ou mudar geral, mas vou deixar isso por último…

Enfim, sem delongas, o jogo será casual (ou seja, não será um game AAA suuuuper ferrado de 3D e IA, mas sim daquele gênero de games simplificados e divertidos seguido por equipes pequenas indie, como é o meu caso). Inicialmente será lançado na Web usando a plataforma Flash, e posteriormente para PC e, se não for dispendioso demais, lançá-lo para mobile (iOS e Android). Vou buscar patrocinadores através de portais ou do FGL (mais viável), mas se não rolar irei de Google AdSense (for Games) ou MochiMedia mesmo. Continue reading “Sobre o “Pollus”, um jogo de ação casual que estou desenvolvendo”

Blog

Dois meses sem postagens e esclarecimento definitivo

Olhando aqui no arquivo vejo que o último post foi há mais de dois meses.

De fato, não tenho mais vontade de blogar. Lendo posts antigos vi que escrevi muita besteira coisa, principalmente sobre programação (e pelo lado positivo vejo que evolui muito para poder reconhecer isso, embora falte evoluir bastante, diga-se). Mantenho o blog mais em respeito pelo pessoal que aparece por aqui, na maioria das vezes vinda pelo Google atrás de dicas e links. Vontade de emitir opiniões? Nenhuma também. A audiência é pequena e também não tenho interesse em expandi-la.

O trabalho ao qual venho me dedicando, que é o game Ace of Sabers, a ideia da Neoludo, além de estudos e freelas afins me tomam o tempo que fico ao computador (quando me sobra tempo fico fora da máquina, o que é difícil 🙁 ).

Se no trabalho estou a 300 Km/h com dedicação total, [comentarista de futebol] com disciplina tática e aplicação na marcação [/comentarista de futebol], nos estudos confesso que ando meio preguiçoso, coisa que nunca fui. Mas acho que é apenas uma fase em que é preciso priorizar uma coisa e diminuir um pouco a carga em outra.

Por hora, é isso.

Opinião

As cidades

Bateu a vontade de escrever alguma coisa e voltei ao blog.

Mas foi especificamente hoje, pois, morando aqui no Guarujá, litoral de São Paulo, me recordei de que há poucos meses ainda estava em São Paulo. Fique cerca de um ano e dois meses. O que me fez recordar foram dois fatos: a notícia de um congestionamento recorde em Sampa, logo pela manhã, e notícias de familiares que vivem lá.

Gosto de São Paulo. Cresci no Guarujá, mas sempre que me param perguntando como é viver aqui e falo das dificuldades e das vantagens de se morar em São Paulo, quase sempre olham estranho, de maneira incrédula (até ridícula), não entendendo como é não gostar de viver no sossego (?) da praia e ser fã de uma cidade caótica, cheia de problemas e confusão. Alguns já me olharam como sem noção, por trocar um bairro nobre do Guarú (onde cresci) e ir parar na Zona Norte da capital. Quando é assim, explico que, apesar da tranquilidade, a vantagem para aí, pois uma cidade como São Paulo oferece muito mais oportunidades – tanto no sentido profissional como pessoal, lazer, estudo, entre outros – que uma cidade menor não dá. Eu sei que parece arrogante menosprezar um bairro de riquinho, mas quero causar apenas esse efeito para chamar atenção no texto.

Guaruja
Praia Pernambuco, no Guarujá. Bairro de bacana, mas um marasmo só. Quem sabe se eu tivesse virado surfista...

É injusto só olhar São Paulo por esse lado ruim. Na cidade você conhece lugares variados, pessoas legais, tem oportunidades de crescimento. Uma região como Guarujá não tem nada disso: é praia e e só isso mesmo. Claro que nem todo lugar longe da capital é ruim – a vizinha Santos, por exemplo, combina, na minha opinião, o melhor dos dois mundos.

Aqui onde moro, um bairro que não fica próximo ao centro, é pacato, espaçoso e bonito. Porém, é tudo mais complicado. Em São Paulo, tinha um supermercado perto de casa, padaria e até McDonald’s (detesto o lanche mas fica o registro 😛 ) dando para ir a pé. Em Guarujá a situação só melhorou a pouco tempo, com um bom supermercado nas redondezas, embora ainda é preciso de carro. Em Sampa há grandes, médias e pequenas empresas, com oportunidades. A “Pérola do Atlântico”, para ser bem sincero, se resume a pequenos comércios e hotéis, vivendo muito das temporadas. São Paulo é uma cidade cara, mas Guarujá não fica muito atrás. Na capital conheci pessoas até de outros países, fora que há baladas e eventos para todos os gostos. Aqui, as opções são limitadíssimas.

São Paulo
Cidade de São Paulo.

Enfim, fica o registro de quem viveu um pouco dos dois lados. Talvez esteja exagerando, ou talvez tenha simpatizado demais com Sampa por não gostar muito da minha cidade. Ou então é apenas saudosismo barato.

* PS: na realidade a ideia desse texto me ocorreu, salvo engano, no dia do aniversário da cidade de São Paulo. Como deu para ver procrastinei bastante e só escrevi esse texto hoje. 😛

Blog

Sobre o blog, sobre mim e sobre mais não sei o quê

Olá a todos que visitam o blog (ou seja, meia dúzia de leitores 😀 ), este post é sobre o próprio blog.

Sim, os posts estão ruins, desinteressantes, e tudo mais. Razão: não tenho tido o velho interesse em escrever que tinha antigamente (não à toa esse texto provavelmente ficará cheio de erros, inconsistências e redundâncias, devido justamente à falta de interesse). Tenho me acostumado mais a ler blogs com textos bacanas do que eu mesmo tentar produzir algo bacana.

Além do que tenho focado em outras coisas. Tenho produzido, estudado programação, lendo, e estou focado em começar um projeto novo (já abordei o assunto ano passado). Também pretendo continuar a faculdade de análise de sistemas que interrompi ano passado.

Sempre que me sobra tempo ou fico no Facebook Twitter Grooveshark etc na internet navegando ou então “desplugo”. Nem me passa na cabeça escrever aqui. Já pensei em mudar o site para um portfólio ou coisa assim, mas isso dá trabalho que a má vontade não deixa.  É dose.

Por hora, é isso. 🙂

Blog · Vida

A paranoia da informação

Semana passada tomei uma atitude diferente: parar de usar (em demasia, ao menos) as redes sociais. Como já escrevi aqui anteriormente, trabalho com computador e tenho que ficar o dia inteiro aqui, e tenho sofrido para me concentrar, com tanta coisa inútil para se ver na Web.

Este texto foi quem me inspirou a começar isso. Tenho conseguido diminuir a frequência de tuítes, atualizações e, principalmente, o acesso a redes sociais, feeds RSS, sites de notícias em geral e etc. etc.

Redes sociais, tudo bem, mas por que notícias? Radicalismo? Não. Só penso que esta ideia de que se deve estar informado a todo tempo a respeito de tudo não passa de uma grande paranoia. Afinal, saber das “notícias”, inclusive das mais irrelevantes – disfarçadas de relevantes -, não acrescenta em nada.

Enfim, é isso. Vamos ver se consigo “desplugar” das redes de uma vez.

Flash · Padrões Web

O hype do HTML 5, o “fim” do Flash e as más intenções

Apesar do que parece, este post não é sobre tecnologias Web.

Na última semana vimos uma enxurrada de notícias e comentários (uns relevantes, outros sem total embasamento) sobre do anúncio da Adobe em por fim ao desenvolvimento do plugin Flash para dispositivos móveis (apenas dispositivos móveis, e não no geral). Realmente, acredito que a Adobe foi sensata na decisão e deva ter seus motivos para isso. Enfim, não vou falar mais acerca disso pois há muitos posts bons que tratam sobre o futuro da plataforma – recomendo este do ASDevs, que é imparcial realista sobre este assunto.

No entanto, quero me ater nesta postagem sobre o hype em torno do HTML5. De uma hora para outra começou a se anunciar que o futuro seria esse padrão aberto, e o Flash, de repente, virou uma coisa imprestável, um lixo, “lento”, “pesado”, uma tecnologia paga (é possível desenvolver usando Flex SDK sem precisar pagar pedágio para Adobe, mas enfim…), entre outras. O Flash virou um novo IE: algo que deveria ser combatido e eliminado, para dar lugar ao futuro maravilhoso e aberto proporcionado pelo HTML5…

Pois bem. É lamentável que muitas críticas, muitas vezes infundadas, tenham ganho espaço. Mas o que se é de lamentar mesmo é que muitos só tenham se prestado a criticar a tecnologia de maneira oportunista, apenas querendo se aproveitar do momento. Cursos, livros e eventos em torno do HTML5 começaram a surgir do nada tratando o padrão como salvação para tudo, em que se pode usar ele em sua plenitude substituindo o Flash (inclusive no IE 8, né?…). Para entender como essa visão é equivocada recomendo este post do blog Mochila Binária.

Não há dúvida de que o HTML5 veio para ficar, mas o que não se pode dizer é que ele está pronto em definitivo para substituir o Flash, como muitos dizem por aí. Só fico chateado de que muitos prefiram especular e acabem difundindo informações errôneas sobre o assunto, fazendo com que muitos que não são da área de Web acabem mal informados, como usuários comuns e pessoas que desejam ter um site – aliás, o que já vem ocorrendo.