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Fliperamas

The Punisher

Recentemente baixei uns emuladores e ROMs de jogos antigos. Faço isso de maneira bissexta, muito raramente. Mas é muito bom reviver esses tempos antigos. Games em fliperamas… Quem viveu os anos 90, sabe.

Baixei um emulador de Super Nintendo, como sempre faço, e de fliperamas – geralmente CPS1 & CPS2.

Na época em que conheci não era nem em Real que a gente pagava. Eram cruzeiros, ou cruzados, cruzados novos, sei lá.

A febre da época era, claro, Street Fighter II. Mas gostava mesmo era do famigerado Cadillacs and Dinosaurs, um beat’em up (chamávamos esse gênero de jogo de “gangue de rua” na minha terra 😀 ), lançado em 1993, já no ocaso da era de ouro dos fliperamas (que ainda daria algum suspiro por volta de 1997, com o Metal Slug).

Fliperamas
Fliperamas

Lembro também da entrada da série Mortal Kombat na parada. Tanto o MK1 como o MK2 fizeram bastante sucesso. Lembro de ter visto até o MK3 e o Trilogy.

Houvi dizer que os fliperamas ainda são muito populares no Japão. A SEGA inclusive só se dedica a isso por lá. Aqui perto da onde moro, no centro de São Paulo, existe um casa só com fliperamas, dos mais variados tipos. Ainda não tive a curiosidade de entrar lá para jogar umas fichas fora, enfim.

Nunca fui gamer, mas sempre fui “apreciador da arte”. Tanto que, quando comecei a a estudar programação logo tentei aprender alguma coisa sobre desenvolvimento de jogos, naqueles sites antigos como o fórum PDJ – sem muito sucesso. Lembro também de ter travado contato com o DarkBASIC, através daqueles CD-ROMs cheios de demos e “utilitários” que vendiam com revistas nas bancas. Hoje, no mundo das game engines, das redes sociais e da banda larga, ficou tudo mais fácil.

Mas voltando aos fliperamas: a decadência dessas máquinas se deu com a popularidade cada vez maior dos consoles e o avanço da tecnologia. E os fliperamas acabaram tomando o mesmo rumo dos LPs ante os CDs, no campo musical.

Daí a graça de se jogar essa velharias no computador, via emuladores: os fliperamas ficaram na nossa memória da mesma maneira que os LPs dos Beatles e do Roberto Carlos ficaram na dos nossos pais e avós.

Ou seja, um jeito de se lembrar de um tempo bom que não volta mais. Voltemos à eles, então.


Créditos da imagem que ilustra o post: https://www.arcade-museum.com/game_detail.php?game_id=7255

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