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Essas favelas virtuais chamadas redes sociais

Nas favelas, vemos gangues brigando, disputando territórios. Ou simples bate-bocas para ver quem tem razão. Nas redes sociais também.

De vez em quando ocorrem linchamentos perpetrados por moradores. É sabido que ocorrem justiçamentos feitos com as próprias mãos, onde o Estado não chega. Nas redes sociais, ou através delas, temos linchamentos também.

Sem falar que as donas de casa, desocupadas, matam o tempo conversando com as vizinhas sobre TV e novelas. E nas redes sociais há isso também.

O pior do ser humano

É só fazer um teste: abra o perfil daquele seu amigo que adora debater interminavelmente sobre política. Ou o YouTube, e lá estão os barracos entre youtubbers discutindo entre eles, tudo a fim de criar um grande circo e gerar pageviews.

As redes sociais são, na verdade, antissociais. É mais fácil perder um amigo por causa de discussões bestas do que fazer um.

Ao falar ou escrever enganamos a nós próprios, pois achamos que estamos agindo. Achamos que estamos conversando. E no entanto só despistamos a solidão.

Eu era um chamado heavy-user. Ficava minuto a minuto no Twitter. Pelo menos até 2013, quando encerrei a conta.

Curiosamente, a partir daquele instante minha vida parece ter começado a melhorar um pouco; logo em seguida consegui novamente um emprego e voltei para São Paulo.

Do Instagram nunca fui usuário para valer. Deletei o app do meu celular, por que às vezes caía na besteira de olhar a timeline. Meu Facebook vive desativado ou abandonado e só reativei para poder usar a API da rede em um projeto.

Sem essas redes, que são feitas para viciar, meu humor e foco nas coisas melhoraram consideravelmente.

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Não pretendo voltar à elas. Aquele tempo que perdia nelas hoje é dedicado à coisas mais relevantes: atualizar o blog ou jogar games, ou simplesmente fuçar conteúdo na Wikipédia ou Medium. Leio mais e ouço mais música – habemus Spotify. Melhor assim.

Já tratei desse assunto – redes sociais – por aqui uma penca de vezes. Não pretendo retomar mais – espero que este post seja o último a respeito.

Redes sociais

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