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Essas favelas virtuais chamadas redes sociais

Bruce Sterling, “o Facebook não passa de uma favela virtual comandada por um moleque que age como um cacique.”

Nas favelas, vemos gangues brigando, disputando territórios. Ou simples bate-bocas para ver quem tem razão. Nas redes sociais também.

De vez em quando ocorrem linchamentos perpetrados por moradores. É sabido que ocorrem justiçamentos feitos com as próprias mãos, onde o Estado não chega. Nas redes sociais, ou através delas, temos linchamentos também.

Sem falar que as donas de casa, desocupadas, matam o tempo conversando com as vizinhas sobre TV e novelas. E nas redes sociais há isso também.

O pior do ser humano

É só fazer um teste: abra o perfil daquele seu amigo que adora debater interminavelmente sobre política. Ou o YouTube, e lá estão os barracos entre youtubbers discutindo entre eles, tudo a fim de criar um grande circo e gerar pageviews.

As redes sociais são, na verdade, antissociais. É mais fácil perder um amigo por causa de discussões bestas do que fazer um.

Ao falar ou escrever enganamos a nós próprios, pois achamos que estamos agindo. Achamos que estamos conversando. E no entanto só despistamos a solidão.

Eu era um chamado heavy-user. Ficava minuto a minuto no Twitter. Pelo menos até 2013, quando encerrei a conta.

Curiosamente, a partir daquele instante minha vida parece ter começado a melhorar um pouco; logo em seguida consegui novamente um emprego e voltei para São Paulo.

Do Instagram nunca fui usuário para valer. Deletei o app do meu celular, por que às vezes caía na besteira de olhar a timeline. Meu Facebook vive desativado ou abandonado e só reativei para poder usar a API da rede em um projeto.

Sem essas redes, que são feitas para viciar, meu humor e foco nas coisas melhoraram consideravelmente.

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Não pretendo voltar à elas. Aquele tempo que perdia nelas hoje é dedicado à coisas mais relevantes: atualizar o blog ou jogar games, ou simplesmente fuçar conteúdo na Wikipédia ou Medium. Leio mais e ouço mais música – habemus Spotify. Melhor assim.

Já tratei desse assunto – redes sociais – por aqui uma penca de vezes. Não pretendo retomar mais – espero que este post seja o último a respeito.

Redes sociais

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