Brasil · Web

A internet tá chata

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Brasil · Web

A lama e a fama: a diferença é muito mais que uma letra

Eu estava passeando pelo Youtube – atualmente estou com muito tempo livre e não sei o quanto isso é bom ou ruim -, e me deparei com um canal de um jovem, na faixa dos 20 anos, que, além de se expressar usando gírias e ter uma aparência um tanto exótica, tem como proposta topar desafios nos seus vídeos.

Um dos “desafios” consistia em deixar o pé para ter ele atropelado por uma roda de carro em movimento. É isso mesmo: a proposta é ter o pé atropelado por um carro, filmar e jogar no Youtube. Tudo para quê? Ora, para obter milhões de visualizações com o choque da imagem e faturar dinheiro com os anúncios, claro.

(Nessas ocasiões eu fico imaginando se o Tim Berners-Lee, o criador da Web, não se arrependeu da sua invenção.)

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Sim, o fim do Flash já tem data marcada. Meus dois centavos sobre o assunto: mitos, verdades e a Web de hoje

Soube recentemente que a Adobe já definiu uma data para o fim definitivo da tecnologia Flash. Ficou para 2020. Mas na prática ele já está morto há alguns anos – no meu ponto de vista, de quem trabalhou com Flash e AS3 por uns anos, ele começou a agonizar a partir de 2012, morrendo de vez lá por meados de 2013.

Quando digo “morrer de vez” quero dizer no sentido de surgimento de projetos novos – sites, games, animações interativas para Web. Em 2012 mesmo eu já me recordo de transpor um site simples em Flash para HTML (antigo e que rodasse no IE8, não HTML5).

Como alguém que trabalhou com a tecnologia e dedicou uns dois ou três anos à ela, a ponto de escrever alguns posts aqui no blog sobre, acho que deveria escrever algo a respeito. E cá estou. Vou dizer o que penso sobre tudo isso, a história do Flash, a imagem errada que se criou em torno dela e o que vem pela frente.

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A era do ruído

Os tempos da internet trouxeram muita informação. Mas com ela também muito ruído. Fake news, boatos, conteúdos sem relevância inundando nossas timelines… Como se achar no meio de tanta desinformação?

Antigamente eu era um grande fã da Wikipédia. Com o tempo, porém, a medida que voltei a me relacionar com o livros percebi que a Wikipédia quase não me servia mais…

O grande problema da Wikipédia, a meu ver, é a sua falta de curadoria – por parte dos editores e dos autores. Corriqueiramente esbarro com textos enviesados, mas, pior que isso, é a mutilação feita nos textos. Imagine a situação: você capricha num parágrafo num artigo lá, e logo vem outro autor e, no meio dele, insere uma frase contraditória, tirando a linearidade do seu texto. Ruim de ser ler. A quantidade de artigos é enorme, o que requereria uma revisão profissional – o que quase não é feita, pois a “enciclopédia livre” é movida à base de solidariedade.

Só usei a Wikipédia como ilustração para um problema bem maior e mais genérico existente na Web: a prevalência do ruído sobre o sinal.

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2 serviços para hospedar grátis seu blog e com domínio próprio

Foi-se o tempo em que se era preciso pagar por uma empresa de hospedagem para colocar seu site na internet com o seu domínio próprio.

Hoje há disponíveis serviços gratuitos e de qualidade onde você pode adicionar o seu site – vou me restringir apenas a 3 serviços. Eles oferercem performance, ou seja, velocidade de carregamento (não há nada pior que um site lento, tanto para os usuários quanto para os buscadores), além de praticidade, entre outras vantagens. No entanto, há também desvantagens.