Opinião · Web

A web da qual sinto falta

Sinto saudades da Web dos sites novos, dos blogs e wikis. A Web, hoje, estranhamente se reduziu a um parque de diversões em que acessamos só uns cinco sites.

Estou para escrever este post há cerca de um mês, inspirado neste texto ótimo do Gizmodo, em que o autor explicita os descaminhos que a Web tomou (se não quiser ler todo o texto comece a partir da parte “De volta para o futuro”). Continue reading “A web da qual sinto falta”

Blog · Games · Opinião

O fim dos “games bobos”?

Costumo ser visitante habitual de sites de games casuais, em especial do ArmorGames (famoso e meu favorito, e que, na minha opinião, tem os melhores jogos), do Kongregate e Miniclip (mais conhecidos). Não necessariamente para jogar – aliás, isso é o que menos estou fazendo por falta de tempo, o que não é desculpa, pois para alguém que deseja viver do desenvolvimento de games e leva isso à sério precisa experimentar e conhecer novos gêneros, experiências e outros. Continue reading “O fim dos “games bobos”?”

Opinião

As cidades

Bateu a vontade de escrever alguma coisa e voltei ao blog.

Mas foi especificamente hoje, pois, morando aqui no Guarujá, litoral de São Paulo, me recordei de que há poucos meses ainda estava em São Paulo. Fique cerca de um ano e dois meses. O que me fez recordar foram dois fatos: a notícia de um congestionamento recorde em Sampa, logo pela manhã, e notícias de familiares que vivem lá.

Gosto de São Paulo. Cresci no Guarujá, mas sempre que me param perguntando como é viver aqui e falo das dificuldades e das vantagens de se morar em São Paulo, quase sempre olham estranho, de maneira incrédula (até ridícula), não entendendo como é não gostar de viver no sossego (?) da praia e ser fã de uma cidade caótica, cheia de problemas e confusão. Alguns já me olharam como sem noção, por trocar um bairro nobre do Guarú (onde cresci) e ir parar na Zona Norte da capital. Quando é assim, explico que, apesar da tranquilidade, a vantagem para aí, pois uma cidade como São Paulo oferece muito mais oportunidades – tanto no sentido profissional como pessoal, lazer, estudo, entre outros – que uma cidade menor não dá. Eu sei que parece arrogante menosprezar um bairro de riquinho, mas quero causar apenas esse efeito para chamar atenção no texto.

Guaruja
Praia Pernambuco, no Guarujá. Bairro de bacana, mas um marasmo só. Quem sabe se eu tivesse virado surfista...

É injusto só olhar São Paulo por esse lado ruim. Na cidade você conhece lugares variados, pessoas legais, tem oportunidades de crescimento. Uma região como Guarujá não tem nada disso: é praia e e só isso mesmo. Claro que nem todo lugar longe da capital é ruim – a vizinha Santos, por exemplo, combina, na minha opinião, o melhor dos dois mundos.

Aqui onde moro, um bairro que não fica próximo ao centro, é pacato, espaçoso e bonito. Porém, é tudo mais complicado. Em São Paulo, tinha um supermercado perto de casa, padaria e até McDonald’s (detesto o lanche mas fica o registro 😛 ) dando para ir a pé. Em Guarujá a situação só melhorou a pouco tempo, com um bom supermercado nas redondezas, embora ainda é preciso de carro. Em Sampa há grandes, médias e pequenas empresas, com oportunidades. A “Pérola do Atlântico”, para ser bem sincero, se resume a pequenos comércios e hotéis, vivendo muito das temporadas. São Paulo é uma cidade cara, mas Guarujá não fica muito atrás. Na capital conheci pessoas até de outros países, fora que há baladas e eventos para todos os gostos. Aqui, as opções são limitadíssimas.

São Paulo
Cidade de São Paulo.

Enfim, fica o registro de quem viveu um pouco dos dois lados. Talvez esteja exagerando, ou talvez tenha simpatizado demais com Sampa por não gostar muito da minha cidade. Ou então é apenas saudosismo barato.

* PS: na realidade a ideia desse texto me ocorreu, salvo engano, no dia do aniversário da cidade de São Paulo. Como deu para ver procrastinei bastante e só escrevi esse texto hoje. 😛

Gadget · Opinião

Sobre o Mix Leitor D

Mix Leitor DEstou há tempos para escrever uma resenha sobre o Mix Leitor-D, um leitor de livros digital fabricado pela Mix Tecnologia, empresa nacional baseada em Pernambuco.

Comprei-o há cerca de dois meses. Confesso que gostei muito do aparelho. Ele cumpre bem a missão de servir de leitor de e-books. Suporta vários formatos, além de permitir a execução de músicas e rádio (usando os fones de ouvido que acompanham o aparelho). Neste artigo da Wikipédia você pode ver mais detalhes técnicos.

O que pude notar é que o Leitor-D tem diferenciais com relação aos concorrentes (no caso de tocar áudio, o que me agradou muito), gostei da navegação e do acelerômetro, e senti falta de algumas coisas (como um número maior de fontes tipográficas).

Mas uma coisa que me deixou chateado foi seu sistema operacional, que achei muito instável. Já travou várias vezes, e para reiniciá-lo você precisa forçar um desligamento ou então ligá-lo na tomada (!) e forçar assim o reinício. Por isso, se você for viajar leve consigo o carregador, não porque ele consumirá bateria (a autonomia dos e-readers é longa) mas para poder usar.

Outra: em três meses de uso a bateria pifou. Não queria mais iniciar. Tive que enviar para assistência técnica (ou seja, lá para Recife) e tive que gastar ainda com o frete. Um inferno.

Opinião

Meu ambiente de trabalho em 7 itens

Recebi do Goncin (@g0nc1n) a pendência de criar uma postagem acerca de sete itens que uso no meu ambiente de trabalho (voltado ao desenvolvimento Web).

A ideia é fazer um meme a respeito disso. Neste post do blog do Goncin você vê alguns que já entraram na brincadeira e outros que ainda foram indicados (como eu) para entrar no meme.

Como não quero quebrar a corrente, e não quero usar muitas palavras, tentarei ser o mais breve possível. Aí vai:

1- FlashDevelop

 É o que mais uso para programar os meus sites no Flash. Seu auto-complete é extremamente ágil, é possível editar arquivos AS3, AS2, XML, HTML e PHP, e compilar facilmente projetos simples em conjunto com o Flex SDK – dispensando, assim, precisar abrir o Adobe Flash. Recomendo para quem precisa programar ActionScript.

2- PSPad

Este conheci por indicação. Quando precisava lidar com várias coisas, como HTML, XML, CSS, JavaScript, jQuery e PHP (ufa), recorria ao versátil, porém pesadão, Aptana Studio. Substitui pelo PSPad, que é um editor “coringa”: leve, rápido e freeware, permite editar nessas linguagens e em várias outras. Uso ele com bastante frequência. Vale conhecer.

4- Adobe Flash CS5

Claro, se eu disse que trabalho com Flash era óbvio que este programa estaria na lista. Apesar de o pessoal descer a lenha no programa (inclusive eu) o uso de Flash na Web ainda será necessário por um bom tempo. Apesar de tudo, ele tem várias vantagens: é relativamente fácil desenhar os sites e animar os objetos. Uso ele em conjunto com o framework Gaia.

3- Wampserver

 O Wampserver é um WAMP bem prático de se usar. Conheço o XAMPP (uso ele no Ubuntu), sei que há várias vantagens nele e tudo mais, mas gosto do Wampserver por ser bem simples. É instalar e usar. Pronto.

4- Windows 7

Os programas anteriores estão disponíveis apenas para Windows (ou, em alguns casos, para Mac também). Sou praticamente “obrigado” a usar esse sistema por trabalhar com Flash. Felizmente, trabalho com a versão mais recente, o Windows Seven, do qual gosto muito.

5- Firefox

Para navegar na Web prefiro o Google Chrome, mas admito que o Firefox tem complementos que quebram (e muito) o galho. Como lido com o Flash, e preciso testar o site em várias resoluções, uma extensão que ajuda bastante é a Web Developer. Outra mão na roda é o Firefox Throttle, que permite que você simule vários tipos de velocidade de conexão para testar os preloaders do seu site.

6- FileZilla

Cliente FTP gratuito. É o que uso. Se você souber de outro melhor, poste aí nos comentários. 🙂

7- Café

Yes, sir. Não há nada melhor que parar um pouco, se levantar, sair do computador e tomar um bom gole de café. Tomo quatro xícaras de café preto toda manhã. Religiosamente. Não sei se ajuda muito, mas como gosto de um café bem leve e doce, acaba se tornando indispensável. 😛

Fim!

Pois bem, amigos. Fim da postagem! Espero que tenham gostado. 🙂

Agora indico o Jonnas Fonini (@fonini) e o Vinícius Lourenço (@ViLourenco) para passarem a brincadeira adiante. 😀

Mídia · Opinião

Porque se gasta tanto dinheiro com isso?

Sim, eu sei: estamos em época de Copa do Mundo. As atenções estão voltadas para a televisão e para os jogos decisivos. Não à toa, os anunciantes estão descendo o caminhão de dinheiro. Todos querem que suas propagandas – e suas marcas – sejam vistas pelo público.

Mas frequentemente fico encucado e me pergunto: qual a razão de se investir tão pouco em propaganda online?

Lembro que, no tempo que eu lidava com propaganda (cursava comunicação), a Web detinha uma das menores fatias dos investimentos em publicidade (atrás da TV por assinatura, inclusive, e bem atrás de TV aberta, rádio, jornais, revistas e mídia externa). E ainda se investe pouco, o que é de se estranhar, haja vista que já é um dos veículos com grande penetração na sociedade.

Claro, talvez nunca se investirá em propaganda na Web como se investe em TV. Mas acho uma pena, pois eu, que tenho apenas TV aberta, confiro um conteúdo péssimo, e sou obrigado a me refugiar muitas vezes à Web em busca de conteúdo de qualidade. Conteúdo esse feito com uma certa, digamos, “valentia”: sem dinheiro, de maneira muitas vezes descontraída até, mas excelente.

Talvez seja uma opinião tendenciosa minha, visto que trampo com (ou tento viver de…) Web.

Mas ver um blog bacana fechar, e assistir programas de quinta na TV contando com fortunas, dá um gosto de injustiça.

–X–

Com este post pretendo inaugurar a série de postagens mais “pessoais” (sem aqueles tutoriais e dicas sobre Web como os anteriores). Ainda vou ver onde arranjar espaço para blogar essas coisas. Mas enfim, por enquanto é isso.

Opinião

Padrões Web – os resultados não combinam entre os navegadores

Deve-se reconhecer que os plugins são necessários (em muitos casos) quando se está criando para a Web. Já existem padrões Web (pela W3C) que oferecem recursos destinados à criação de gráficos e animações; porém seus usos esbarram na deficiência de muitos navegadores em suportar os mesmos. Abaixo, seguem exemplos de algumas questões. Continue reading “Padrões Web – os resultados não combinam entre os navegadores”

Opinião

O novo Flash Player vem aí, e muito melhor

Depois de ser acusado de lento, parece que a Adobe resolveu se mexer. Uma nova versão do Flash Player, ainda a ser lançada (versão 10.1 – Release), promete usar bem a placa de vídeo para geração dos gráficos (caso queira fazer o download para testar clique aqui). Isto significa que agora gráficos em 3D e em HD podem ser rodados com melhor desempenho.

Instalei para testar. Meu micro é um Celeron 1.6 com 1GB de RAM, e placa de vídeo GeForce com 256MB. Sim: preciso, e quero colocar um processador melhor, mas estou com uma má vontade “duca”, e não uso tanto 3D, por isso a placa de vídeo um tanto limitada. Continue reading “O novo Flash Player vem aí, e muito melhor”

Opinião

O lado bom das redes sociais

Lixo na lixeira
Lugar de lixo é na lixeira.

Quando alguém quer depreciar a internet o indivíduo se utiliza, muitas das vezes, das redes sociais como exemplo. Sites como Orkut, Facebook, YouTube – há quem considere-a uma rede social -, e Twitter (sendo este último mais um microblogging do que rede social), um antro de futilidade, de perda de tempo.

Porém, as pessoas sempre pegam mais os lados negativos do que os positivos. Não há dúvidas que há muita bobagem na internet, o que, aliás, lança a questão: o que pode ser considerado fútil? Um blog em que um adolescente fala de sua vida pessoal? Sim, isto pode ser fútil de fato, assim como não ser, uma vez que o ato de escrever treina a criatividade e o raciocínio…

Bancando o advogado de defesa, este meu post pretende mostrar o “lado bom” desses sites chamados de “redes sociais”. A seguir:

  • Orkut/Facebook – além do chamado networking, é possível usar os fóruns (ou comunidades, no caso) para aprendizado e troca de informações. Além disso, existem redes específicas para divulgação de currículo – é o caso do LinkedIn.
  • Flickr – para quem não manja muito (ou não gosta) de blogs este site de fotos é uma boa para quebrar o galho e abrigar portfólio de designers e fotógrafos.
  • Twitter – excelente para divulgação de novidades. Como há o limite de 140 caracteres e é fácil obter uma razoável popularidade, o serviço de microblogging é útil quando queremos compartilhar links de sites e dicas.
  • Blogger/Wordpress – blogs grátis também são uma boa para divulgar novidades e exibir portfólio. É claro que dá para fazer muito mais com alguma criatividade, como gente que, buscando uma vaga de trabalho, lança mão de um blog para mostrar sua personalidade e conhecimento.

Enfim, não dá para ver só o lado obscuro da internet. Os sites estão aí para você fazer uso deles da maneira como você achar melhor. O excesso de inutilidade encontrado é fruto da liberdade que só a Web disponibiliza. É uma questão de se separar o joio do trigo.