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Mate o velho Brasil que existe dentro de você

Mais um ano eleitoral aqui no Brasil e vemos o brasileiro esperar, novamente, pela figura do “salvador da pátria”.

É aquele cara que, uma vez no cargo da presidência do País, irá resolver todos os problemas. Como num toque de mágica – feito pela caneta presidencial, no lugar de uma varinha de condão.

Esse tipo de pensamento é cultural no brasileiro e é chamado de sebastianismo. A gente também vê a influência dessa ideia, desse imediatismo, nos pedidos de intervenção militar (como no caso da greve dos caminhoneiros), por exemplo.

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Vale a pena ter um Kindle?

Tive um Kindle Paperwhite por dois anos. Antes, eu tive um e-reader de fabricação nacional, que se quebrou sozinho em meses. Fiquei com uma péssima impressão sobre e-readers até me dar uma segunda chance e tentar o gadget da Amazon.

O Kindle é um excelente aparelho. A experiência da leitura com ele (velocidade e usabilidade) me surpreenderam e removeram aquela velha impressão.

Mas aqui não quero falar dos predicados do aparelho. Mas sim tecer um breve comentário e ajudar o leitor a saber se ele tem o perfil de quem poderia usar um Kindle.

Desenvolvimento · Opinião

Você precisa MESMO usar um framework Web? Já considerou não precisar usar NENHUM?

Este post parte da resposta dada por Rasmus Lerdorf (um dos criadores da linguagem PHP) quando perguntado sobre o que achava dos frameworks PHP existentes no mercado. O vídeo da resposta está abaixo. Sim, está em inglês, mas ativando a legenda e se você souber um pouco em inglês entenderá algo da discussão:

Lerdorf responde que nem todo mundo precisa de um framework de propósito geral, pois, se por um lado o framework ajuda a não reinventar a roda, ao mesmo tempo ele vem com várias e várias coisas desnecessárias ao projeto, não inerentes à ele e que podem atrapalhar a performance da aplicação, por exemplo.

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“E aí??? Você é de direita ou é de esquerda!?” Examinando o mito da “polarização” nas redes sociais

Ontem eu estava assistindo ao Roda Viva com Hélio de la Peña. Eu quase nem ligo mais a TV, mas descobri que iria ter a entrevista durante o comercial e, como fã do grupo Casseta, fiquei para ver a entrevista.

O programa começou com o Augusto Nunes (Veja, Jovem Pan) fazendo uma pergunta sobre como se deu a mudança de carreira de Hélio, que fazia faculdade de engenharia antes de se tornar humorista. Foi uma pergunta interessante.

Depois vieram duas perguntas, uma vinda de uma jornalista do Estadão e outra de um do Valor Econômico. Ambas giraram em torno do mesmo assunto: racismo.

Eu, que não via o pessoal do Casseta & Planeta fazia tempos, fiquei frustrado com o rumo que o programa parecia estar tomando. Parecia que ali não estava um artista com mais de 30 anos de TV, mas um militante de movimento social cujo objetivo dos jornalistas era tentar “espremer” e denunciar o tripé machismo-racismo-homofobia no mundo. Vendo que o programa se tornaria uma grande timeline de Facebook, desliguei a TV.

Blog · Opinião

O mito do planejamento

O problema do Brasil é falta de planejamento. O brasileiro não planeja. Para montar um negócio de sucesso é preciso planejamento. Se tivesse planejado antes… Quem nunca ouviu que tudo é uma questão de planejamento?

A primeira vez que fui dar uma real importância ao planejamento – mas com base, e não simplesmente vindo da boca para fora de alguém -, foi em 2015, durante um evento no Sebrae.

O tal evento reunia pessoas que estavam interessadas ou já tinham um e-commerce. Eu estava começando a Vórtice Internet. Achei que indo lá poderia ter alguma chance de trocar uma figurinha, apresentar meu trabalho, obter contatos. Daí o apresentador do evento deu uma palestrinha de cerca de uma hora e meia.

O palestrante, muito interessante, falou sobre planejamento. Falou de suas experiências profissionais a respeito disso. De se analisar o mercado e concorrentes. Comparou o japonês, o americano e o brasileiro, que o brasileiro não planeja, como se deve planejar um negócio e porque isso é importante.

Achei bastante relevante, e saí plenamente convencido. Até certo ponto, pelo menos, eu acho…

Dali em diante fiquei encucado com a importância de se planejar. De se por tudo no papel antes de fazer alguma coisa. De prever custos, riscos, ver concorrência.

Qualquer ideia que eu tinha lá ia eu para o Excel botar tudo. Qualquer sitezinho eu levantava as informações, custos, o que precisaria. E confesso: esse tipo de mentalidade ajuda.

Mas com o tempo percebi que isso não é tudo. Que não garante (quase) nada, e que inclusive pode servir como um bloqueio mental e desmotivador.

Explico.

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Cansei de games superproduzidos

No final do ano passado eu adquiri, na promoção, o game DOOM 2016. Praticamente o “jogo do ano”. Um dos games mais aguardados do ano.

Já fazia um bom tempo que eu não jogava nada. Meses antes eu havia dispendido umas 40 horas jogando Broforce, um shoot and run 2D, estilo plataforma. De longe o melhor custo/benefício do ano. Nem R$ 15,00 me custou e tive horas e horas de jogatina.

Fui motivado no Doom pois havia jogado lá nos idos dos anos 90 o Doom 1 e Doom 2. Gostei muito de ambos. Saudosismo falou alto. E lá fui eu aproveitar o DOOM 2016 por R$ 75, ante R$ 200 de antes.

Mais de 70 GB para baixar, download terminado. E iniciei o game.

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Linux no Desktop deixou de fazer sentido

Anos atrás, Miguel de Icaza, velho conhecido da comunidade Linux por seus projetos (GNOME, Mono, entre outros), manifestou no seu blog pessoal porque ele largou mão do Linux Desktop em favor do MacOS X.

Entre outras questões, ele levantou a disparidade entre distribuições Linux e a falta de suporte às variadas plataformas por parte dos desenvolvedores de software.

Mas será isso basta para largar o Linux e voltar para o Windows (ou ir para o Mac)?

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Grandes startups, pequenos negócios…

Startups… O YouTube tem 12 anos e nunca deu lucro. Twitter também nunca de lucro. Assim como o Foursquare, Instagram, WhatsApp… Facebook sofre para conseguir alguma receita, isso porque não paga os produtos de conteúdo. Blogs do Tumblr tem bilhões de pageviews, mas a receita é de alguns milhões, o que dificulta as operações. O que dá errado? E por que tantas pessoas desejam seguir pelo mesmo caminho: monte uma startup, capte investimentos, fique rico vendendo ela?

Lembro um colega da empresa de tecnologia em que trabalhei, numa dessas conversas descompromissadas no retorno do almoço, que tudo o que ele gostaria de ter é uma grande ideia em que ele pudesse gerar milhões e milhões de dólares logo de uma vez e assim definitivamente não precisar mais voltar a trabalhar no velho esquemão CLT 8h/dia.

Realmente, é de se impressionar com as cifras que muitas startups com pouco tempo de vida movimentam, através dos seus investidores. O que atiça a imaginação de muita gente de tentar esse caminho. Tentador: um lugar legal, alguns programadores e designers e voilà, um produto diferente disponível na Web custando poucos reais em infraestrutura de nuvem.

Mas será que é tudo isso mesmo? É tudo tão simples assim?

Opinião · Web

A web da qual sinto falta

Sinto saudades da Web dos sites novos, dos blogs e wikis. A Web, hoje, estranhamente se reduziu a um parque de diversões em que acessamos só uns cinco sites.

Estou para escrever este post há cerca de um mês, inspirado neste texto ótimo do Gizmodo, em que o autor explicita os descaminhos que a Web tomou (se não quiser ler todo o texto comece a partir da parte “De volta para o futuro”).

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O fim dos “games bobos”?

Costumo ser visitante habitual de sites de games casuais, em especial do ArmorGames (famoso e meu favorito, e que, na minha opinião, tem os melhores jogos), do Kongregate e Miniclip (mais conhecidos). Não necessariamente para jogar – aliás, isso é o que menos estou fazendo por falta de tempo, o que não é desculpa, pois para alguém que deseja viver do desenvolvimento de games e leva isso à sério precisa experimentar e conhecer novos gêneros, experiências e outros.

Opinião

As cidades

Bateu a vontade de escrever alguma coisa e voltei ao blog.

Mas foi especificamente hoje, pois, morando aqui no Guarujá, litoral de São Paulo, me recordei de que há poucos meses ainda estava em São Paulo. Fique cerca de um ano e dois meses. O que me fez recordar foram dois fatos: a notícia de um congestionamento recorde em Sampa, logo pela manhã, e notícias de familiares que vivem lá.

Gosto de São Paulo. Cresci no Guarujá, mas sempre que me param perguntando como é viver aqui e falo das dificuldades e das vantagens de se morar em São Paulo, quase sempre olham estranho, de maneira incrédula (até ridícula), não entendendo como é não gostar de viver no sossego (?) da praia e ser fã de uma cidade caótica, cheia de problemas e confusão. Alguns já me olharam como sem noção, por trocar um bairro nobre do Guarú (onde cresci) e ir parar na Zona Norte da capital. Quando é assim, explico que, apesar da tranquilidade, a vantagem para aí, pois uma cidade como São Paulo oferece muito mais oportunidades – tanto no sentido profissional como pessoal, lazer, estudo, entre outros – que uma cidade menor não dá. Eu sei que parece arrogante menosprezar um bairro de riquinho, mas quero causar apenas esse efeito para chamar atenção no texto.

Guaruja
Praia Pernambuco, no Guarujá. Bairro de bacana, mas um marasmo só. Quem sabe se eu tivesse virado surfista...

É injusto só olhar São Paulo por esse lado ruim. Na cidade você conhece lugares variados, pessoas legais, tem oportunidades de crescimento. Uma região como Guarujá não tem nada disso: é praia e e só isso mesmo. Claro que nem todo lugar longe da capital é ruim – a vizinha Santos, por exemplo, combina, na minha opinião, o melhor dos dois mundos.

Aqui onde moro, um bairro que não fica próximo ao centro, é pacato, espaçoso e bonito. Porém, é tudo mais complicado. Em São Paulo, tinha um supermercado perto de casa, padaria e até McDonald’s (detesto o lanche mas fica o registro 😛 ) dando para ir a pé. Em Guarujá a situação só melhorou a pouco tempo, com um bom supermercado nas redondezas, embora ainda é preciso de carro. Em Sampa há grandes, médias e pequenas empresas, com oportunidades. A “Pérola do Atlântico”, para ser bem sincero, se resume a pequenos comércios e hotéis, vivendo muito das temporadas. São Paulo é uma cidade cara, mas Guarujá não fica muito atrás. Na capital conheci pessoas até de outros países, fora que há baladas e eventos para todos os gostos. Aqui, as opções são limitadíssimas.

São Paulo
Cidade de São Paulo.

Enfim, fica o registro de quem viveu um pouco dos dois lados. Talvez esteja exagerando, ou talvez tenha simpatizado demais com Sampa por não gostar muito da minha cidade. Ou então é apenas saudosismo barato.

* PS: na realidade a ideia desse texto me ocorreu, salvo engano, no dia do aniversário da cidade de São Paulo. Como deu para ver procrastinei bastante e só escrevi esse texto hoje. 😛

Gadget · Opinião

Sobre o Mix Leitor D

Mix Leitor DEstou há tempos para escrever uma resenha sobre o Mix Leitor-D, um leitor de livros digital fabricado pela Mix Tecnologia, empresa nacional baseada em Pernambuco.

Comprei-o há cerca de dois meses. Confesso que gostei muito do aparelho. Ele cumpre bem a missão de servir de leitor de e-books. Suporta vários formatos, além de permitir a execução de músicas e rádio (usando os fones de ouvido que acompanham o aparelho). Neste artigo da Wikipédia você pode ver mais detalhes técnicos.

O que pude notar é que o Leitor-D tem diferenciais com relação aos concorrentes (no caso de tocar áudio, o que me agradou muito), gostei da navegação e do acelerômetro, e senti falta de algumas coisas (como um número maior de fontes tipográficas).

Mas uma coisa que me deixou chateado foi seu sistema operacional, que achei muito instável. Já travou várias vezes, e para reiniciá-lo você precisa forçar um desligamento ou então ligá-lo na tomada (!) e forçar assim o reinício. Por isso, se você for viajar leve consigo o carregador, não porque ele consumirá bateria (a autonomia dos e-readers é longa) mas para poder usar.

Outra: em três meses de uso a bateria pifou. Não queria mais iniciar. Tive que enviar para assistência técnica (ou seja, lá para Recife) e tive que gastar ainda com o frete. Um inferno.

Opinião

Meu ambiente de trabalho em 7 itens

Recebi do Goncin (@g0nc1n) a pendência de criar uma postagem acerca de sete itens que uso no meu ambiente de trabalho (voltado ao desenvolvimento Web).

A ideia é fazer um meme a respeito disso. Neste post do blog do Goncin você vê alguns que já entraram na brincadeira e outros que ainda foram indicados (como eu) para entrar no meme.

Como não quero quebrar a corrente, e não quero usar muitas palavras, tentarei ser o mais breve possível. Aí vai:

1- FlashDevelop

 É o que mais uso para programar os meus sites no Flash. Seu auto-complete é extremamente ágil, é possível editar arquivos AS3, AS2, XML, HTML e PHP, e compilar facilmente projetos simples em conjunto com o Flex SDK – dispensando, assim, precisar abrir o Adobe Flash. Recomendo para quem precisa programar ActionScript.

2- PSPad

Este conheci por indicação. Quando precisava lidar com várias coisas, como HTML, XML, CSS, JavaScript, jQuery e PHP (ufa), recorria ao versátil, porém pesadão, Aptana Studio. Substitui pelo PSPad, que é um editor “coringa”: leve, rápido e freeware, permite editar nessas linguagens e em várias outras. Uso ele com bastante frequência. Vale conhecer.

4- Adobe Flash CS5

Claro, se eu disse que trabalho com Flash era óbvio que este programa estaria na lista. Apesar de o pessoal descer a lenha no programa (inclusive eu) o uso de Flash na Web ainda será necessário por um bom tempo. Apesar de tudo, ele tem várias vantagens: é relativamente fácil desenhar os sites e animar os objetos. Uso ele em conjunto com o framework Gaia.

3- Wampserver

 O Wampserver é um WAMP bem prático de se usar. Conheço o XAMPP (uso ele no Ubuntu), sei que há várias vantagens nele e tudo mais, mas gosto do Wampserver por ser bem simples. É instalar e usar. Pronto.

4- Windows 7

Os programas anteriores estão disponíveis apenas para Windows (ou, em alguns casos, para Mac também). Sou praticamente “obrigado” a usar esse sistema por trabalhar com Flash. Felizmente, trabalho com a versão mais recente, o Windows Seven, do qual gosto muito.

5- Firefox

Para navegar na Web prefiro o Google Chrome, mas admito que o Firefox tem complementos que quebram (e muito) o galho. Como lido com o Flash, e preciso testar o site em várias resoluções, uma extensão que ajuda bastante é a Web Developer. Outra mão na roda é o Firefox Throttle, que permite que você simule vários tipos de velocidade de conexão para testar os preloaders do seu site.

6- FileZilla

Cliente FTP gratuito. É o que uso. Se você souber de outro melhor, poste aí nos comentários. 🙂

7- Café

Yes, sir. Não há nada melhor que parar um pouco, se levantar, sair do computador e tomar um bom gole de café. Tomo quatro xícaras de café preto toda manhã. Religiosamente. Não sei se ajuda muito, mas como gosto de um café bem leve e doce, acaba se tornando indispensável. 😛

Fim!

Pois bem, amigos. Fim da postagem! Espero que tenham gostado. 🙂

Agora indico o Jonnas Fonini (@fonini) e o Vinícius Lourenço (@ViLourenco) para passarem a brincadeira adiante. 😀