Blog · Mídia

Aquele estranho país que tem o The New York Times como deus

Comprei dois livros recentemente: “Escuta Só“, do crítico de música Alex Ross, e “Antifrágil“, do Nassim Nicholas Taleb, com certeza um dos mais geniais pensadores vivos. O primeiro, Alex Ross, trabalhou no The New York Times; o segundo não, mas na capa da edição brasileira do livro é dada a ênfase de que o autor é o mesmo de “A Lógica do Cisne Negro“, que esteve na lista dos mais vendidos do… The New York Times.

Essas duas menções ao jornal norte-americano me relembraram o incrível respaldo que ele tem por estas terras antárticas. É muito comum você ver nas redes sociais alguém emitir opinião sobre determinado assunto – ou querer defender uma bandeira ideológica – e se amparar em algum link, artigo ou mesmo tweet ou post de Facebook de algum jornalista da publicação nova-iorquina.

Citar o NYT ou pensar igual a ele dá imediata aura de superioridade intelectual, sinal de cultura ou simplesmente (e principalmente, no caso de debates de internet) de se estar com a razão. “Veja, aqui está como no The New York Times, então estou certo e você não.”

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O meu “fim do mundo” para as redes sociais

Para mim já deu
Para mim já deu

Para mim, uma promessa de fim de ano que pretendo cumprir é de me ver livre das redes sociais.

Parece simples mas demanda muita força de vontade, pelo fato de que toda a Web hoje estar de fato na órbita dessas redes e dois cliques em qualquer site faz você se deparar com um botão de alguma rede, desde as mais populares às mais específicas.

Às vezes, invejo quem no trabalho é proibido de acessar as redes, ato que para mim é um tanto complicado por ter que estar atento ao que é feito na rede (martírio de alguém como eu que faz desenvolvimento de sites).

Mídia · Opinião

Porque se gasta tanto dinheiro com isso?

Sim, eu sei: estamos em época de Copa do Mundo. As atenções estão voltadas para a televisão e para os jogos decisivos. Não à toa, os anunciantes estão descendo o caminhão de dinheiro. Todos querem que suas propagandas – e suas marcas – sejam vistas pelo público.

Mas frequentemente fico encucado e me pergunto: qual a razão de se investir tão pouco em propaganda online?

Lembro que, no tempo que eu lidava com propaganda (cursava comunicação), a Web detinha uma das menores fatias dos investimentos em publicidade (atrás da TV por assinatura, inclusive, e bem atrás de TV aberta, rádio, jornais, revistas e mídia externa). E ainda se investe pouco, o que é de se estranhar, haja vista que já é um dos veículos com grande penetração na sociedade.

Claro, talvez nunca se investirá em propaganda na Web como se investe em TV. Mas acho uma pena, pois eu, que tenho apenas TV aberta, confiro um conteúdo péssimo, e sou obrigado a me refugiar muitas vezes à Web em busca de conteúdo de qualidade. Conteúdo esse feito com uma certa, digamos, “valentia”: sem dinheiro, de maneira muitas vezes descontraída até, mas excelente.

Talvez seja uma opinião tendenciosa minha, visto que trampo com (ou tento viver de…) Web.

Mas ver um blog bacana fechar, e assistir programas de quinta na TV contando com fortunas, dá um gosto de injustiça.

–X–

Com este post pretendo inaugurar a série de postagens mais “pessoais” (sem aqueles tutoriais e dicas sobre Web como os anteriores). Ainda vou ver onde arranjar espaço para blogar essas coisas. Mas enfim, por enquanto é isso.