Blog · Game design · Games

Deixe-me jogar! Quando é que os games começaram a ficar complicados

Não sei se sou eu; se envelheci ou os jogos que não foram feitos para mim. Mas alguém poderia me explicar quando é que os games começaram a ficar complicados?

Esse post começou inspirado na minha experiência inicial com RUINER. Comprei na Steam com desconto. Fui atraído pelo visual e por ser de tiro – dois elementos que me atraem num jogo.

Então iniciei. Cara, o que era aquilo? Já se tinha passado uma meia-hora no jogo e eu ainda estava vendo tutoriais. Aperte E para tal coisa. Aperte SPACE para outra coisa. Morreu, começa de novo – e lá vem os mesmos tutoriais: se não avançar eles voltam.

Você tem que fazer um mini-curso para jogar um jogo.

Blog · Brasil

O Estado-sol brasileiro

Em outubro último entrou em vigor no Brasil o horário de verão, como entra anualmente. Com a medida que manipula os nossos relógios o governo pretende economizar alguns milhões – em 2017 ele conseguiu R$ 162 milhões com a medida.

R$ 162 milhões equivalem a quase 3 Geddéis. Ou 290 Dilmas a menos se metendo no sistema energético. Ou quase um juiz Lalau, ou um mensalão.

Para economizar esses R$ 162 milhões, o governo se arroga o direito de manipular o tempo, ignorando todas as consequências: mudar os relógios assim altera o ritmo circadiano do nosso corpo. Foi constatado nos EUA que, logo no início do horário de verão, essa falta de adaptação gera um aumento nos casos de acidentes automobilísticos de até 17%.

Blog · Flash · HTML 5 · Tecnologia · Web

Sim, o fim do Flash já tem data marcada. Meus dois centavos sobre o assunto: mitos, verdades e a Web de hoje

Soube recentemente que a Adobe já definiu uma data para o fim definitivo da tecnologia Flash. Ficou para 2020. Mas na prática ele já está morto há alguns anos – no meu ponto de vista, de quem trabalhou com Flash e AS3 por uns anos, ele começou a agonizar a partir de 2012, morrendo de vez lá por meados de 2013.

Quando digo “morrer de vez” quero dizer no sentido de surgimento de projetos novos – sites, games, animações interativas para Web. Em 2012 mesmo eu já me recordo de transpor um site simples em Flash para HTML (antigo e que rodasse no IE8, não HTML5).

Como alguém que trabalhou com a tecnologia e dedicou uns dois ou três anos à ela, a ponto de escrever alguns posts aqui no blog sobre, acho que deveria escrever algo a respeito. E cá estou. Vou dizer o que penso sobre tudo isso, a história do Flash, a imagem errada que se criou em torno dela e o que vem pela frente.

Blog · Opinião · Web

A era do ruído

Os tempos da internet trouxeram muita informação. Mas com ela também muito ruído. Fake news, boatos, conteúdos sem relevância inundando nossas timelines… Como se achar no meio de tanta desinformação?

Antigamente eu era um grande fã da Wikipédia. Com o tempo, porém, a medida que voltei a me relacionar com o livros percebi que a Wikipédia quase não me servia mais…

O grande problema da Wikipédia, a meu ver, é a sua falta de curadoria – por parte dos editores e dos autores. Corriqueiramente esbarro com textos enviesados, mas, pior que isso, é a mutilação feita nos textos. Imagine a situação: você capricha num parágrafo num artigo lá, e logo vem outro autor e, no meio dele, insere uma frase contraditória, tirando a linearidade do seu texto. Ruim de ser ler. A quantidade de artigos é enorme, o que requereria uma revisão profissional – o que quase não é feita, pois a “enciclopédia livre” é movida à base de solidariedade.

Só usei a Wikipédia como ilustração para um problema bem maior e mais genérico existente na Web: a prevalência do ruído sobre o sinal.

Blog · Mídia

Aquele estranho país que tem o The New York Times como deus

Comprei dois livros recentemente: “Escuta Só“, do crítico de música Alex Ross, e “Antifrágil“, do Nassim Nicholas Taleb, com certeza um dos mais geniais pensadores vivos. O primeiro, Alex Ross, trabalhou no The New York Times; o segundo não, mas na capa da edição brasileira do livro é dada a ênfase de que o autor é o mesmo de “A Lógica do Cisne Negro“, que esteve na lista dos mais vendidos do… The New York Times.

Essas duas menções ao jornal norte-americano me relembraram o incrível respaldo que ele tem por estas terras antárticas. É muito comum você ver nas redes sociais alguém emitir opinião sobre determinado assunto – ou querer defender uma bandeira ideológica – e se amparar em algum link, artigo ou mesmo tweet ou post de Facebook de algum jornalista da publicação nova-iorquina.

Citar o NYT ou pensar igual a ele dá imediata aura de superioridade intelectual, sinal de cultura ou simplesmente (e principalmente, no caso de debates de internet) de se estar com a razão. “Veja, aqui está como no The New York Times, então estou certo e você não.”