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Programas bárbaros

Para dar um novo ânimo ao blog, vou montar um post menos autoral. Vou dar aqui dicas de programas legais que podem ser muito úteis.

No título, coloquei a palavra “bárbaro” em vez de “legal” porque, além de serem legais, a palavra bárbaro vem dos povos bárbaros, aqueles que aterrorizavam o Império Romano invadindo e conquistando territórios. O que isso tem a ver com os softwares? Bem, é que alguns que vou indicar são, além de gratuitos (alguns são open source, ou seja, se você souber de programação, pode estudá-los e alterá-los), são subversivos. Como assim? Sem mais lero-lero, indicações abaixo:

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Bits trabalhando

Pessoal, atendendo a pedidos, estou atualizando o blog, coisa que não fazia há umas duas semanas. Blogar ficou difícil porque para se fazer um bom post é preciso um pouco de paciência e tempo, e quando consigo isso, saio do computador, pois passo o dia inteiro à frente dele, pois, como sabem, meu negócio é trampar com web.

Enfim, deixo uma sugestão abaixo. É uma versão brasileira do vídeo Web 2.0 … The Machine is Us/ing Us, que se tornou praticamente um clássico dos vídeos feitos para web (em termos de conteúdo, é claro. Não dá para comparar em sucesso com fenômenos como Susan Boyle e outros trastes). A versão foi feita pelo LIDEC, laboratório da USP dedicado à inclusão digital.

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Frustração com os blogues

Tenho perdido o interesse na blogosfera. Minhas postagens está cada vez mais aborrecidas (ou aborrecedoras), chatas. Estão a minha cara, enfim huahau, 😀 .

Os blogs dos quais sou fã também parecem ter perdido aquela efervescência de antes – ou o leitor que vos escreve perdeu o encanto pelos blogues.

A verdade é que no antigo blog eu tinha uma característica mais atrevida, pois gozava de um certo anonimato e não tinha compromissos profissionais. Mas este site é diferente. Não posso mais fazer as brincadeiras que fazia antigamente. Por isso, posts sem graça.

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Muralhas de um centímetro

pensamento

Estava caminhando pelo corredor da escola onde estudei o primário e ginasial. Nas paredes, quadros pendurados, trabalhos feitos em cartolina, tinta, caneta e régua.

O primeiro trabalho era sobre o fundo do mar. Continha um fundo azul – representando o fundo do mar – com uma parte inferior, o fundo de terra. O restante da cena era povoada por peixes. Mas não só peixes simples: lulas, arraias, e até um tipo de água-viva se encontrava por lá. Uma subversão?

Cinco passos a diante, contemplo outro trabalho. Para minha frustração, feito da mesma maneira, com os mesmo símbolos e tons. E outro, e outro. Os trabalhos se repetiam, como que se não houvesse outra coisa que pudesse ser feita. Como numa missão militar, onde os subjugados não podem contestar a ordem recebida – devem apenas cumpri-la. Assim o fizeram.

Incrível que, mesmo saindo da escola há quase de 5 anos, as coisas continuam iguais. A mesma maneira de se fazer as coisas, sem nada que desenvolva o sujeito, enfim, que estimule a criatividade, a inteligência.

Essa observação me remeteu às lembranças de quando tinha que fazer esses trabalhos. Dogmas: o material sempre tinha que ser a cartolina, caneta. Os títulos sempre iguais: com uma forma, deveria ser escrito de início Trabalho sobre: “Trabalho sobre meio ambiente”, “Trabalho sobre Aids”. Para não extrapolar o espaço, era feita uma margem. Mas não uma margem de qualquer tamanho: sempre um centímetro de borda. Nunca mais, nunca menos. Se fosse escrever muito texto (quase uma regra), era recomendável escrever (sempre à mão) sobre papel almaço. O resultado era sempre tosco.

Eram quase ordens, ou com caráter de ordens. Na realidade cumpríamos tudo como autômatos. Lembro de um professor de faculdade ligado à pedagogia comentando como a imaginação das crianças é secada ao entrar na escola: na aula de arte, um aluno gostaria de pintar de azul; outra de vermelho; mas aí entrava o mestre e dizia: “não, não, tem que pintar de verde”. Ainda lembro de outro professor, de publicidade, explicou que uma porcentagem de quase 100% das crianças, antes de entrar na escola, são criativas; depois que entram, só um porcento sobra consegue manter a imaginação.

Isso não é difícil de constatar: afinal, quem não se lembra das coisas que fazia quando pequeno e hoje, já com uma idade avançada, não consegue mais se surpreender com nada?

Agora já tarde demais para perceber. O cérebro já foi reprogramado. Agora, é se contentar aceitando as coisas como são, em dar voltas numa prisão. Cercada por muralhas de um centímetro.

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O ataque sobre a pirataria

O governo federal apresentou um plano para o combate aos vários tipos de pirataria. Deverão investir dinheiro em propaganda, em postos, entre outras. Enfim, é mais um daqueles planos que irá usar dinheiro do contribuinte em um atitudes que não surtirão nenhum efeito.

A meta é concentrar ações de combate à pirataria em algumas regiões para declará-las “cidades livres de pirataria”.