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Anônimo: Ressuscitando a privacidade na internet

De uns tempos para cá resolvi radicalizar. Saí das redes sociais, como escrevi, e estou trocando algumas ferramentas de uso diário na internet em nome da privacidade.

Sem deixar pegadas para trás

Alternei meu buscador oficial para o DuckDuckGo. De início foi meio estranho – já havia tentado utilizar ele tempos atrás, mas sentia falta da inteligência artificial somada ao conhecimento que o Google obtém de mim através do histórico de busca e do Chrome (contra a minha autorização, diga-se).

O grande diferencial do DDG é a privacidade. Nada de rastrear o usuário contra a autorização dele. De fato, ele ainda não me retorna buscas com a qualidade de um Google, mas até que tenho obtido bastante êxito.

Também pretendo trocar de navegador. Tive uma breve experiência (na realidade, retorno) com o Opera, meses atrás. Voltei para o Chrome por causa das vantagens de sincronização melhor entre aparelhos e extensões. Mas pretendo retomar o Opera ou talvez mesmo ir de Vivaldi.

Têm sido interessantes esses tempos, sem as Big Techs no encalço. É como usar a Web de dez ou quinze anos atrás.

Nada de propagandas atazanando você para comprar produtos: com Adblock e sem Google, aí está a salvação. Nada de redes sociais; nada de distrações ou discussões. Nada de feeds de notícias, nada de overdose de informação que só gerava ansiedade e falta de concentração.

A gente nem se dá conta de como essas empresas nos rastreiam. O Google passou a se inspirar no Facebook (ou foi o contrário). Daí, quando você busca algo com alguma recorrência o Google e o Facebook esses sites exibem em seus sites (no seu feed, no caso do Facebook, e nos resultados de buscas e seção de notícias, no caso do Google) mais conteúdo relacionado, cruzado graças à Big Data e IA.

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O resultado é que eu vivia em um mundo circular. Os livros que eu comprava/compro na Amazon eram/são quase sempre dos mesmos temas. Não havia aquela experiência de livraria, de você passar por várias estantes e esbarrar com algo diferente.

De início, sem tudo isso, a sensação era engraçada. Dava uma sensação de “crise de abstinência”, no sentido de estar perdendo alguma coisa. Hoje, vejo que não estava perdendo nada. Pelo contrário: estou ganhando.

E pretendo continuar assim.

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