As cidades

Bateu a vontade de escrever alguma coisa e voltei ao blog.

Mas foi especificamente hoje, pois, morando aqui no Guarujá, litoral de São Paulo, me recordei de que há poucos meses ainda estava em São Paulo. Fique cerca de um ano e dois meses. O que me fez recordar foram dois fatos: a notícia de um congestionamento recorde em Sampa, logo pela manhã, e notícias de familiares que vivem lá.

Gosto de São Paulo. Cresci no Guarujá, mas sempre que me param perguntando como é viver aqui e falo das dificuldades e das vantagens de se morar em São Paulo, quase sempre olham estranho, de maneira incrédula (até ridícula), não entendendo como é não gostar de viver no sossego (?) da praia e ser fã de uma cidade caótica, cheia de problemas e confusão. Alguns já me olharam como sem noção, por trocar um bairro nobre do Guarú (onde cresci) e ir parar na Zona Norte da capital. Quando é assim, explico que, apesar da tranquilidade, a vantagem para aí, pois uma cidade como São Paulo oferece muito mais oportunidades – tanto no sentido profissional como pessoal, lazer, estudo, entre outros – que uma cidade menor não dá. Eu sei que parece arrogante menosprezar um bairro de riquinho, mas quero causar apenas esse efeito para chamar atenção no texto.

Guaruja
Praia Pernambuco, no Guarujá. Bairro de bacana, mas um marasmo só. Quem sabe se eu tivesse virado surfista...

É injusto só olhar São Paulo por esse lado ruim. Na cidade você conhece lugares variados, pessoas legais, tem oportunidades de crescimento. Uma região como Guarujá não tem nada disso: é praia e e só isso mesmo. Claro que nem todo lugar longe da capital é ruim – a vizinha Santos, por exemplo, combina, na minha opinião, o melhor dos dois mundos.

Aqui onde moro, um bairro que não fica próximo ao centro, é pacato, espaçoso e bonito. Porém, é tudo mais complicado. Em São Paulo, tinha um supermercado perto de casa, padaria e até McDonald’s (detesto o lanche mas fica o registro 😛 ) dando para ir a pé. Em Guarujá a situação só melhorou a pouco tempo, com um bom supermercado nas redondezas, embora ainda é preciso de carro. Em Sampa há grandes, médias e pequenas empresas, com oportunidades. A “Pérola do Atlântico”, para ser bem sincero, se resume a pequenos comércios e hotéis, vivendo muito das temporadas. São Paulo é uma cidade cara, mas Guarujá não fica muito atrás. Na capital conheci pessoas até de outros países, fora que há baladas e eventos para todos os gostos. Aqui, as opções são limitadíssimas.

São Paulo
Cidade de São Paulo.

Enfim, fica o registro de quem viveu um pouco dos dois lados. Talvez esteja exagerando, ou talvez tenha simpatizado demais com Sampa por não gostar muito da minha cidade. Ou então é apenas saudosismo barato.

* PS: na realidade a ideia desse texto me ocorreu, salvo engano, no dia do aniversário da cidade de São Paulo. Como deu para ver procrastinei bastante e só escrevi esse texto hoje. 😛

Sim, eu pedi demissão

Pois é, voltei a condição de desempregado, só que desta vez por opção.

Foram vários os motivos pelo qual fiz isso. O principal foi de “instalação”. Como se sabe, sou de Guarujá, e apesar de meus pais serem de São Paulo, eles não tinham uma casa para eu morar. Eu morava num quarto da casa da minha vó que, claro, não gostava totalmente disso. Eu estava incomodando. E precisava sair.

Além do mais, estava cansado de sempre fazer os mesmos trabalhos. Para quem não sabe eu trabalhava como programador Web numa agência de São Paulo, e rotineiramente cuidava sempre dos mesmos serviços (ou seja, fazer sites em Flash quase sempre da mesma maneira). Não que exista um problema nisso – pelo contrário, nada mais normal. Mas eu tenho um problema de simplesmente ficar aborrecido de fazer as mesmas coisas e ter que variar de tempos em tempos. 😛

Tinha projetos que queria tirar do papel e, lógico, precisava de mais tempo para isso (eu perdia quase três horas indo e vindo do trabalho, além de trânsito, por exemplo).

Poderia alugar uma casa, ou um quarto numa “república” na pior das hipóteses, porém meus ganhos não justificavam isso. Eu adorava São Paulo e o ambiente de trabalho, fiz vários amigos lá, mas essas razões que citei mais a vontade de tocar a vida de maneira mais independentemente (e menos estressante) falaram mais alto.

Voltar para o Guarujá foi duro. Afinal, as pessoas sabem que eu odeio essa droga não vejo futuro aqui e sinto falta da vida que levava em Sampa, que até era simples, contudo bem mais legal do que na chuvosa Guarujá.

A fase de transição

Bem, atualmente estou dando uma refrescada na cabeça, ainda estando um pouco bobo com essas mudanças. Tenho recebido contatos de pessoas querendo fazer sites na região, mas não pretendo continuar como freelancer (pois se for assim é preferível ter um emprego). Minha ideia era lançar sites e escrever games e/ou aplicativos, hospedar na Web e conseguir ganhos com patrocínios e publicidade. Sei das dificuldades disso, o início é complicado, porém, diferentemente de antes, desta vez acredito ter foco e disciplina para começar e terminar algo.

Também pretendo continuar a faculdade de análise de sistemas (que interrompi) por aqui, além de estudar desenvolvimento de apps para mobile, mas este último fica em segundo plano.

É isso. O primeiro capítulo está escrito. Aguardem para saber dos próximos! 😉