Sim, blogs já foram a moda na internet. Antes do advento do Facebook e Twitter, que praticamente monipolizaram a produção de conteúdo, todo mundo que queria manifestar a sua opinião na internet tinha o seu blog – podia ser no WordPress.com ou no Blogger.

Tive meu primeiro blog em maio de 2007. Chamava-se “Bem-bolado” (http://bem-bolado.blogspot.com) e usava a plataforma Blogger.

Fomos incentivados por um projeto de um professor da faculdade no meu curso de comunicação. Nele eu escrevia sobre variados assuntos, dando pitacos a respeito de política, cotidiano e cultura, às vezes alternando entre o humor e a seriedade, com pontas de ironia. Durou um ano – a partir de meados de 2008, assim de repente, parei de blogar. Tinha uma média de mil acessos mensais no seu auge.

Blogs amadurecem…

Quando os blogs eram moda

Em 2008 a revista Época chegou a fazer uma matéria de capa a respeito de blogs. Na Superinteressante, na mesma época, lembro de ler tido uma matéria sobre blogs, algo do tipo “6 perguntas sobre os blogs”, que falava até sobre o fomato podcast.

Depois dos blogs tivemos os seus derivados: fotologs e videologs. Depois tivemos o surgimento do Facebook (2004), que é praticamente um misto de rede social com blog (Zuckerberg uma vez afirmou que era fã do formato blog, daí o estilo em timeline das páginas e perfis). Já a partir de 2006 tivemos o Twitter, e a ideia do microblog.

Blogar, nesse ínterim, se tornou uma coisa profissionalizada, até. Lembro um pouco depois dessa época de ter conhecido o termo problogger.

A comunidade se organiza

Lembro também que havia eventos relacionados à comunidade blogger. Em São Paulo tínhamos o Café com Blogueiros e o YouPIX.

O Café… eu sei que já não existe mais, só restou uma página decrépita no Facebook. Já o YouPIX ainda existe, se transformou num evento maduro; mas, no entanto, parece cada vez mais diluído naquela filosofia corporate que estraga qualquer ambiente pró-criatividade, focado mais em oferecer palestras para analistas de mídias sociais interessados em sucessos de youtubers.

Os blogs, hoje

Acho que, com o surgimento dessas plataformas centralizadoras (Twitter etc.), a ideia de um blog autoral e individual um tanto que mingou. Ficou mais interessante colaborar para grandes portais, mesmo que seja para ganhar misérias – blogueiros, diria Ryan Holiday em seu livro Acredite, estou mentindo  – recomendo fortemente a leitura -, não passam de “mortos de fome” que precisam produzir posts e posts por dia a preços irrisórios (US$ 10 por post, por exemplo) a fim de gerar grandes volumes de tráfego para os grandes sites (os Huffingtons Posts da vida) e gerar alguma receita com AdSense.

Mas ainda é possível viver de blog. Embora seja uma tarefa árdua viver de conteúdo escrito – é nítido que o YouTube oferece uma receita melhor, devido à preferência dos anunciantes pela mídia vídeo.

Embora eu ainda seja e continuarei a ser um forte defensor do blog, como meio prático de comunicação dono de um formato consagrado.