Games na Web: como distribuir, divulgar e faturar – parte 1

Bem, caro visitante, este post não é assim tão original, você consegue encontrar dicas de como divulgar seu game (seja ele em Flash, foco do meu blog, ou em outras plataformas) em blogs, fóruns e portais estrangeiros. No entanto, gostaria de contribuir postando algo em português daquilo que aprendi até agora – que é muito pouco, admito, pois praticamente estou apenas começando – mas que pode servir de apontamento para quem está debutando na área e sonha em viver de games, focados em Web, como é o meu caso, e percebe que ainda há conteúdo incipiente ou muito disperso em português.

Pretendo fazer uma série de posts, pois colocar todo o conteúdo numa só postagem além de excessivo fica maçante. Vou começar discutindo sobre a ideia do jogo – onde me sinto mais à vontade, por ter formação em publicidade também.

O conceito

IdeiaPenso que para criar um jogo, se você é programador, é, primeiro, definir BEM o que será o jogo. É péssimo ter um estalo (o tal do insight – detesto esse termo) e querer sair programando. Aí corre-se o risco de se desiludir com a tal ideia até então genial e ficar frustado, ou então tentar adaptar uma nova ideia ao código já feito – o que tornará o código uma maçaroca e de infindáveis dores de cabeça.

Sendo assim, é interessante conversar. Apresente e pergunte às pessoas sobre a ideia. Elas podem colaborar ou advertir sobre o conceito, erros e acertos. Existe aquela máxima do Steve Jobs sobre inovação, em que se Henry Ford perguntasse aos clientes o que eles queriam, eles diriam “um cavalo mais rápido”. No entanto, se você não tem a intenção de fazer games de vanguarda ( 😀 ) seria interessante, também, fazer uma versão alpha/beta do jogo para demonstração da ideia, e assim esperar o feedback, como fizeram, de maneira extremamente bem-sucedida, os criadores do Minecraft.

No caso de games casuais e sociais em Flash um lugar bom para isso é o site americano Newgrouds. É um portal que nasceu como fanzine e reúne pessoal que faz música (muitas vezes disponibilizando elas para uso em games de maneira gratuita), ilustrações e, principalmente, games e animações em Flash. É nele também em que muitos outros portais pegam novos jogos, ajudando na distribuição.

Entre outros sites para isso temos os fóruns do Kongregate, do ArmorGames, ambos em inglês, e do PDJ (este, nacional). Pessoalmente, prefiro ir em fóruns estrangeiros, pois o feedback tende a ser mais rápido.

–X–

Enfim, é isso, sem muitas delongas. Espero ter ajudado e, ah, não percam às próximas partes. Antes de mais nada, se quiser mais sobre assunto:

Ver também: Parte 2 da série.

“É preciso destruí-lo”

– Olha só, ele quer fazer da vida o que ele mais gosta, isso não pode. Temos que repreendê-lo.

– Como assim? Ele não quer ter uma vida comum, num emprego, fazendo como todos? Ele quer fazer o que mais gosta, é isso. Oh não…

– Exato. E deu para perceber, ele é desapegado, não gosta de bens materiais, não olha para isso, que louco.

– Já o prendemos demais, mas parece que não foi o suficiente. Vamos proibir mais, fazer a cabeça.

– Isso, isso. Já sei, vamos comparar o estilo de vida dele com os dos outros. “Olha, fulano tem e ele não, beltrano conseguiu isso e ele não consegue”, vamos fazer a cabeça dele para fazê-lo “voltar à Matrix”.

– É, deve dar certo, boa ideia. É isso mesmo… vamos apontar que ele está no caminho errado, também. Deve ajudar. Apontar que as ideias dele estão erradas, que não vai dar certo…

– OK, boooa. Vamos.

—X—

Eu desejo o melhor para você no próximo ano. Boas festas.

Sobre o Mix Leitor D

Mix Leitor DEstou há tempos para escrever uma resenha sobre o Mix Leitor-D, um leitor de livros digital fabricado pela Mix Tecnologia, empresa nacional baseada em Pernambuco.

Comprei-o há cerca de dois meses. Confesso que gostei muito do aparelho. Ele cumpre bem a missão de servir de leitor de e-books. Suporta vários formatos, além de permitir a execução de músicas e rádio (usando os fones de ouvido que acompanham o aparelho). Neste artigo da Wikipédia você pode ver mais detalhes técnicos.

O que pude notar é que o Leitor-D tem diferenciais com relação aos concorrentes (no caso de tocar áudio, o que me agradou muito), gostei da navegação e do acelerômetro, e senti falta de algumas coisas (como um número maior de fontes tipográficas).

Mas uma coisa que me deixou chateado foi seu sistema operacional, que achei muito instável. Já travou várias vezes, e para reiniciá-lo você precisa forçar um desligamento ou então ligá-lo na tomada (!) e forçar assim o reinício. Por isso, se você for viajar leve consigo o carregador, não porque ele consumirá bateria (a autonomia dos e-readers é longa) mas para poder usar.

Outra: em três meses de uso a bateria pifou. Não queria mais iniciar. Tive que enviar para assistência técnica (ou seja, lá para Recife) e tive que gastar ainda com o frete. Um inferno.

Meu ambiente de trabalho em 7 itens

Recebi do Goncin (@g0nc1n) a pendência de criar uma postagem acerca de sete itens que uso no meu ambiente de trabalho (voltado ao desenvolvimento Web).

A ideia é fazer um meme a respeito disso. Neste post do blog do Goncin você vê alguns que já entraram na brincadeira e outros que ainda foram indicados (como eu) para entrar no meme.

Como não quero quebrar a corrente, e não quero usar muitas palavras, tentarei ser o mais breve possível. Aí vai:

1- FlashDevelop

 É o que mais uso para programar os meus sites no Flash. Seu auto-complete é extremamente ágil, é possível editar arquivos AS3, AS2, XML, HTML e PHP, e compilar facilmente projetos simples em conjunto com o Flex SDK – dispensando, assim, precisar abrir o Adobe Flash. Recomendo para quem precisa programar ActionScript.

2- PSPad

Este conheci por indicação. Quando precisava lidar com várias coisas, como HTML, XML, CSS, JavaScript, jQuery e PHP (ufa), recorria ao versátil, porém pesadão, Aptana Studio. Substitui pelo PSPad, que é um editor “coringa”: leve, rápido e freeware, permite editar nessas linguagens e em várias outras. Uso ele com bastante frequência. Vale conhecer.

4- Adobe Flash CS5

Claro, se eu disse que trabalho com Flash era óbvio que este programa estaria na lista. Apesar de o pessoal descer a lenha no programa (inclusive eu) o uso de Flash na Web ainda será necessário por um bom tempo. Apesar de tudo, ele tem várias vantagens: é relativamente fácil desenhar os sites e animar os objetos. Uso ele em conjunto com o framework Gaia.

3- Wampserver

 O Wampserver é um WAMP bem prático de se usar. Conheço o XAMPP (uso ele no Ubuntu), sei que há várias vantagens nele e tudo mais, mas gosto do Wampserver por ser bem simples. É instalar e usar. Pronto.

4- Windows 7

Os programas anteriores estão disponíveis apenas para Windows (ou, em alguns casos, para Mac também). Sou praticamente “obrigado” a usar esse sistema por trabalhar com Flash. Felizmente, trabalho com a versão mais recente, o Windows Seven, do qual gosto muito.

5- Firefox

Para navegar na Web prefiro o Google Chrome, mas admito que o Firefox tem complementos que quebram (e muito) o galho. Como lido com o Flash, e preciso testar o site em várias resoluções, uma extensão que ajuda bastante é a Web Developer. Outra mão na roda é o Firefox Throttle, que permite que você simule vários tipos de velocidade de conexão para testar os preloaders do seu site.

6- FileZilla

Cliente FTP gratuito. É o que uso. Se você souber de outro melhor, poste aí nos comentários. 🙂

7- Café

Yes, sir. Não há nada melhor que parar um pouco, se levantar, sair do computador e tomar um bom gole de café. Tomo quatro xícaras de café preto toda manhã. Religiosamente. Não sei se ajuda muito, mas como gosto de um café bem leve e doce, acaba se tornando indispensável. 😛

Fim!

Pois bem, amigos. Fim da postagem! Espero que tenham gostado. 🙂

Agora indico o Jonnas Fonini (@fonini) e o Vinícius Lourenço (@ViLourenco) para passarem a brincadeira adiante. 😀

Porque se gasta tanto dinheiro com isso?

Sim, eu sei: estamos em época de Copa do Mundo. As atenções estão voltadas para a televisão e para os jogos decisivos. Não à toa, os anunciantes estão descendo o caminhão de dinheiro. Todos querem que suas propagandas – e suas marcas – sejam vistas pelo público.

Mas frequentemente fico encucado e me pergunto: qual a razão de se investir tão pouco em propaganda online?

Lembro que, no tempo que eu lidava com propaganda (cursava comunicação), a Web detinha uma das menores fatias dos investimentos em publicidade (atrás da TV por assinatura, inclusive, e bem atrás de TV aberta, rádio, jornais, revistas e mídia externa). E ainda se investe pouco, o que é de se estranhar, haja vista que já é um dos veículos com grande penetração na sociedade.

Claro, talvez nunca se investirá em propaganda na Web como se investe em TV. Mas acho uma pena, pois eu, que tenho apenas TV aberta, confiro um conteúdo péssimo, e sou obrigado a me refugiar muitas vezes à Web em busca de conteúdo de qualidade. Conteúdo esse feito com uma certa, digamos, “valentia”: sem dinheiro, de maneira muitas vezes descontraída até, mas excelente.

Talvez seja uma opinião tendenciosa minha, visto que trampo com (ou tento viver de…) Web.

Mas ver um blog bacana fechar, e assistir programas de quinta na TV contando com fortunas, dá um gosto de injustiça.

–X–

Com este post pretendo inaugurar a série de postagens mais “pessoais” (sem aqueles tutoriais e dicas sobre Web como os anteriores). Ainda vou ver onde arranjar espaço para blogar essas coisas. Mas enfim, por enquanto é isso.