Por que no Brasil os preços dos e-books são tão caros?

Recentemente eu comprei um tablet. Um daqueles chineses, não muito bem acabado, mas funciona. Virou rapidamente uma companhia inseparável: acesso a web, jogo games, mando e-mails… e também me fez voltar a ler mais. Continue lendo “Por que no Brasil os preços dos e-books são tão caros?”

Por uma crítica de games mais crítica

Eu acesso com razoável frequência sites de críticas de games casuais, como o Gamezebo e TouchArcade. Considero ambos boas referências, visto que eles dão espaço para jogos de variados espectros, de grandes e pequenos estúdios. Mas não é disso que quero falar. Continue lendo “Por uma crítica de games mais crítica”

A web da qual sinto falta

Sinto saudades da Web dos sites novos, dos blogs e wikis. A Web, hoje, estranhamente se reduziu a um parque de diversões em que acessamos só uns cinco sites.

Estou para escrever este post há cerca de um mês, inspirado neste texto ótimo do Gizmodo, em que o autor explicita os descaminhos que a Web tomou (se não quiser ler todo o texto comece a partir da parte “De volta para o futuro”). Continue lendo “A web da qual sinto falta”

O fim dos “games bobos”?

Costumo ser visitante habitual de sites de games casuais, em especial do ArmorGames (famoso e meu favorito, e que, na minha opinião, tem os melhores jogos), do Kongregate e Miniclip (mais conhecidos). Não necessariamente para jogar – aliás, isso é o que menos estou fazendo por falta de tempo, o que não é desculpa, pois para alguém que deseja viver do desenvolvimento de games e leva isso à sério precisa experimentar e conhecer novos gêneros, experiências e outros. Continue lendo “O fim dos “games bobos”?”

As cidades

Bateu a vontade de escrever alguma coisa e voltei ao blog.

Mas foi especificamente hoje, pois, morando aqui no Guarujá, litoral de São Paulo, me recordei de que há poucos meses ainda estava em São Paulo. Fique cerca de um ano e dois meses. O que me fez recordar foram dois fatos: a notícia de um congestionamento recorde em Sampa, logo pela manhã, e notícias de familiares que vivem lá.

Gosto de São Paulo. Cresci no Guarujá, mas sempre que me param perguntando como é viver aqui e falo das dificuldades e das vantagens de se morar em São Paulo, quase sempre olham estranho, de maneira incrédula (até ridícula), não entendendo como é não gostar de viver no sossego (?) da praia e ser fã de uma cidade caótica, cheia de problemas e confusão. Alguns já me olharam como sem noção, por trocar um bairro nobre do Guarú (onde cresci) e ir parar na Zona Norte da capital. Quando é assim, explico que, apesar da tranquilidade, a vantagem para aí, pois uma cidade como São Paulo oferece muito mais oportunidades – tanto no sentido profissional como pessoal, lazer, estudo, entre outros – que uma cidade menor não dá. Eu sei que parece arrogante menosprezar um bairro de riquinho, mas quero causar apenas esse efeito para chamar atenção no texto.

Guaruja
Praia Pernambuco, no Guarujá. Bairro de bacana, mas um marasmo só. Quem sabe se eu tivesse virado surfista...

É injusto só olhar São Paulo por esse lado ruim. Na cidade você conhece lugares variados, pessoas legais, tem oportunidades de crescimento. Uma região como Guarujá não tem nada disso: é praia e e só isso mesmo. Claro que nem todo lugar longe da capital é ruim – a vizinha Santos, por exemplo, combina, na minha opinião, o melhor dos dois mundos.

Aqui onde moro, um bairro que não fica próximo ao centro, é pacato, espaçoso e bonito. Porém, é tudo mais complicado. Em São Paulo, tinha um supermercado perto de casa, padaria e até McDonald’s (detesto o lanche mas fica o registro 😛 ) dando para ir a pé. Em Guarujá a situação só melhorou a pouco tempo, com um bom supermercado nas redondezas, embora ainda é preciso de carro. Em Sampa há grandes, médias e pequenas empresas, com oportunidades. A “Pérola do Atlântico”, para ser bem sincero, se resume a pequenos comércios e hotéis, vivendo muito das temporadas. São Paulo é uma cidade cara, mas Guarujá não fica muito atrás. Na capital conheci pessoas até de outros países, fora que há baladas e eventos para todos os gostos. Aqui, as opções são limitadíssimas.

São Paulo
Cidade de São Paulo.

Enfim, fica o registro de quem viveu um pouco dos dois lados. Talvez esteja exagerando, ou talvez tenha simpatizado demais com Sampa por não gostar muito da minha cidade. Ou então é apenas saudosismo barato.

* PS: na realidade a ideia desse texto me ocorreu, salvo engano, no dia do aniversário da cidade de São Paulo. Como deu para ver procrastinei bastante e só escrevi esse texto hoje. 😛