Morte ao Adobe Flash. Ou não.
Com o surgimento da versão 5 da linguagem HTML muitas dúvidas sobre certas coisas surgiram no ar. Uma delas é sobre o Adobe Flash. Se as inovações pregadas pela HTML 5 pegarem (o que inclui animações, vÃdeos, sons, e até 3D), o Flash será considerado obsoleto, ultrapassado.
Há uma discussão muito pontual. A pontualidade faz parte, não tenha dúvida. Sempre que houve internet existiu o Flash? Não. Mas existe o Flash? Sim. O Adobe Flash continuará a existir? Talvez. É uma discussão pontual? É, mas não é. Por quê? Porque é virtual. (Francisco Prado)
Deixando a brincadeira de lado, acho que a decisão de se querer “matar” o Flash muito precipitada. Muito exagerada. O pessoal que odeia o Flash – o que não é pouca gente – alega que o Flash tem bugs demais, é lento, pesado, fechado e ruim de SEO. Nesses aspectos, eles estão cheios de razão. Isso tudo é verdade.
Porém, não adianta bradar aos quatro ventos sobre as vantagens (enormes) do HTML 5 sobre o Flash. A Microsoft – criadora do Internet Explorer, o navegador mais utilizado no mundo – parece não estar nem aà para o padrão. Se a versão 8 (a mais recente) do IE não consegue nem fazer uma boa pontuação no teste Acid3 (o teste que mensura o quanto um navegador é capaz de “renderizar” nos padrões Web – ele só faz 20 pontos, enquanto o Chrome faz a pontuação máxima: 100) imagine esperá-la lançar uma nova versão que tenha tudo de mais moderno. [[ MOMENTO PARA REFLEXÃO ]]
E por que estou falando no IE? Ora, porque para rodarmos animações nele só através do Flash. E não se pode deixar de lado esse navegador, já que é o mais usado no mundo.
Por isso, acredito que para criarmos os nossos joguinhos, os banners e vÃdeos do Youtube, e todo o restante de aplicativos ricos (as chamadas RIAs) que podem ser criados com ActionScript e Flex, ainda será necessário que se tenha o plugin do Flash instalado na máquina. E o HMTL 5, com toda a sua potência, fica para mais tarde.
O que acha?

4 comentários
Infelizmente ainda estamos presos devido a esses problemas. Até onde pude observar, mesmo abstraindo o mais problemático deles, ainda há um probleminha na, digamos, padronização dos efeitos. Estive lendo um dia desses a respeito de uma das tags que mais me chamou a atenção na nova versão do HTML, que é a de áudio, e descobri que há o problema de que alguns navegadores dão suporte a um formato de arquivo, enquanto outros apenas suportam outro formato. O que, acredito, deva ocorrer com outras marcações. Apesar de ser a favor da teoria por trás do padrão, de poder desenvolver sem necessitar de outro software além do navegador, sei que essa utopia ainda está longe de deixar de ser utópica (desculpe o trocadilho incidental rsrs). Nada contra o Flash, Silverlight ou mesmo o javaFX, mas prefiro poder não depender de “extensções” para rodar sua aplicação.
@Eldius – Pois é, ainda vamos ter q jogar com as regras da MS e da Adobe por um bom tempo.Além do mais, só acrescentando: o Flash não é só usado por web/designers e developers, mas por quem usa ele apenas para fazer animações e desenhos animados, como publicitários, desenhistas, designers gráficos, etc. E a possibilidade de exportar para web esses vÃdeos pelo Flash é uma mão na roda para eles.Valeu pelo coment, AT+!
Ressaltando o uso do Flash não apenas para navegar, sua morte está bem longe. Quando perceber que é impossÃvel acabar com o Flash, a Microsoft tenta criar um substituto cheio de falhas. huhauhauahuahau
@Ronnie Turrini – Ah não, nesse caso tá tudo bem! A Microsoft lançou o Silverlight, que pretende fazer o mesmo trabalho q o plugin Flash. Segundo usuários, ele tem menos bug e é melhor inclusive.O que é cheio de falhas da Microsoft e é um problemão é o Internet Explorer mesmo, haha! Sem dúvidas este é um troço q não tem nada de bom mesmo.AT+