O ataque sobre a pirataria

O governo federal apresentou um plano para o combate aos vários tipos de pirataria. Deverão investir dinheiro em propaganda, em postos, entre outras. Enfim, é mais um daqueles planos que irá usar dinheiro do contribuinte em um atitudes que não surtirão nenhum efeito.

A meta é concentrar ações de combate à pirataria em algumas regiões para declará-las “cidades livres de pirataria”.

Eu comentei essa notícia lá no site da Info: medidas velhas, para problemas novos, é igual a resultado nulo. No mínimo, o que eles irão fazer – acerca esse negócio de “cidades livres de pirataria” – é que eles vão combater (ou “tentar”) no braço: prendendo gente, fechando comércio. Ou seja: ainda será possível baixar todos aqueles jogos gratuitamente pela internet.

Uma coisa é possível de se aferir: o governo irá perder. Para acabar com a pirataria no mundo, será necessário destruir a internet, pois é por ela que corre a pirataria hoje em dia.

Até uns três anos atrás, era fácil obter um artigo pirata no Guarujá. Bastava o sujeito ir até Vicente de Carvalho, percorrer o “camelódromo” construído pela prefeitura e escolher um entre os vários vendedores de programas/jogos piratas. Um dia desses, passando por VC outra vez (coisa que não fazia há mais de um ano – sim, eu não saio muito de casa 🙂 ) esses “comerciantes” praticamente não existem. Talvez tenham falido, sumido, ou perdido para internet.

Eu, no site anterior, já tinha conversado sobre a condenação do site The Pirate Bay. Pois é, o site continua no ar (clique aqui para ver). Por isso, talvez, a indústria de entretenimento – que não consegue ganhar a batalha contra a pirataria – desistiu de condenar a pirataria para faturar jogando o jogo dela. Acredito que as empresas tenham que desistir dessas idéias velhas – de ter que ir até a loja para comprar um disco com doze músicas – e encontrar outras maneiras de se financiar (como através de publicidade, por exemplo).

Sem mais, vou deixar para os leitores se sentirem à vontade para comentar. Recomendo a leitura do excelente artigo de Bruno Garattoni, da revista Superinteressante, disponibilizada na net por um usuário de um fórum, muito mais didático do que este post (reconheço que ainda estou “fora de forma”, pois não blogo a sério há mais de um ano).

Pois é. Pelo jeito, até a revista foi pirateada. É mole?

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2 pensamentos em “O ataque sobre a pirataria”

  1. No Brasil, aluta contra a pirataria é praticamente uma guerra perdida. Não sou especialista no assunto, mas se a internet é democrata, isso sempre vai existir. Sempre vão descobrir como burlar a Lei.

    Por essa e por outras sou contra a inclusão digital no BRASIL. O brasileiro só usa internet para coisas erradas: pirataria (veja quantos sobrevivem vendendo jogos, cds e dvds piratas), sexo, violência (hoje as torcidas e líderes de favelas marcam encontros e guerras pela net), pedofilia…

  2. Concordo contigo Ronnie. Eu não sou, grosso modo, contra a inclusão digital no Brasil, mas como ela é feita: com assistencialismo.

    Um dia desses inauguraram uma rede banda larga por Wi-fi na favela da Rocinha. Pô, francamente, tem um Brasil inteiro q paga impostos e vão inaugurar um luxo desses lá, assim não dá, já não bastam os nossos deputados…

    Valeu pelo coment, T+

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